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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Breve Final II


Que Emanuel não tinha inteligência alguma, disso eu e toda cidade já sabiamos. Que seu pai o colocou no time de futibol da cidade, mesmo sem saber chutar uma bola, apenas por ser o técnico, não era segredo. Que ele acabou de beijar minha (ex) melhor amiga na minha frente, não é mentira alguma. Agora se le sabe usar os neurônios que lhe restam para chutar a bola dentro do gol ou ver a diferença entre Mia e eu, a história era outra.
Ele continuava ali parado com cara de embasbacado me fitando como se eu o tivesse pego assistindo Bob-Esponja em um sábado de manhã. Não havia sinal em seu rosto de culpa.
Mia ainda tentava se justificar, mas minhas palvras saiam mais rápido impossibilitando-a de pensar em qualquer desculpa conveniente. Ela sabia que eu estaria ali hoje. Sabia que Emanuel havia marcado um jantar há 2 semanas. O que ela não sabia era que meu peito queria explodir de odio quando sem querer meus olhos se encontravam com os seus.
- Bem que me disseram que você faria algo desse tipo. - bradei aproximando-se ainda mais fazendo-a recuar - Mas, eu te defendi, sua cobra!
- Deixe eu... - balbuciou ela colocando as mãos para frente tentando me empedir de me aproximar - Não é isso...
- Não é isso o quê? - questionei - Não é isso que estou pensando? Vai dizer o quê, que a culpa não é sua?
- Não, mas... - gaguejou ela segurando meus ombros - Carol, lembre-se do que você vive dizendo. Quando um não quer, dois não fazem. A culpa não é só minha!
Parei completamente quando aquela frase penetrou meus ouvidos. Emanuel não tinha um neurônio que funcionasse direito para resolver 2+2, quanto mais para pensar em me trair. Recuei virando meu olhar para ele que mantinha a cabeça baixa todo esse tempo.
- Como você pode? - perguntei procurando por seus olhos - Você disse que me amava.
- É, eu disse que te amava. - repetiu ele levantando a cabeça - As coisas mudam Carol e era isso que queria te dize essa noite.
- Por...quê? - questinei em um sussurro inaldivel.
- Você não é mais a mesma pessoa que eu conheci. - explicou ele - E durante o tempo que tentei ver quem você era de verdade, era Mia que estava lá. Não você.
As palavras sumiram e nada do que eu dissesse faria a situação mudar. Parecia que tudo isso havia sido selado há muito tempo e só eu não havia percebido com clareza.
- Espero que tudo dê certo para vocês. - disse por final me contorcendo para não deixar uma lagrima sequer cair enquanto estivesse perto deles.
Dei as costas a eles suspirando o mais fundo que consegui para me lembrar o porque de tudo ser verdade. Talvez ele tivesse razão em dizer que tinha mudado, mas isso nã era motivo para beijar Mia na minha frente, como na frente de metade da cidade.
Ao chegar a porta de saida e sentir o vento bater em meu rosto fazendo meus cabelos voarem, desabei não me importando com o que diriam na manhã seguinte. Eu precisava chorar.
_____________________________
E fim.

7 medos:

Giovanna. disse...

As vezes é muito melhor "desabar" chorar até a ultima lágrima do momento, logo depois encontramos uma paz dentro de nós mesmos;.

gardeniaM disse...

conordo com ela! amei o texto, parabéns! :D

Clara disse...

Orgulho ferido dói como poucas coisas... Pior do que ser traída é a sensação de ter 'sobrado'. Se fosse eu, nunca mais conversaria com nehum dos dois.

Beatrix disse...

Uollllllllll,de arrasar.

Mas,tenho que dizer que seu final deixou um gostinho de 'quero mais' hein.

Gostei. ;*

Danii Ferreira disse...

Aaah que texto lind'o
tão suave, tão natural.'
Você escreve muito bem'
Parabéns(:
Que menino idiota né?
eioeieiie

Beeijo'

Amanda Gomes de Souza disse...

aain q texto liindo *-*
vc escreve muucho bem!

bjs :*

Flavih Jones disse...

Lindooo.
Adoreii.

Beijoo