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segunda-feira, 15 de março de 2010

Colar de cobre

Minha cabeça zunia. Eu já deveria ter feito isso há muito tempo. Ter de me livrar de tudo que me lembrasse ela era a coisa certa a se fazer. Passei a mão em meu pescoço sentindo aquele emaranhado de colares descendo a mão por eles até segurar aquele pequeno coração de cobre. Olhei-o uma útima vez, e o retirei do pescoço.

Ajoelhei-me a frente daquele pequeno baú de madeira que tinha o meu nome gravado em sua tampa com os dizeres:"Infelizmente há momentos que não voltam" em seu encalço. Enfiei a ponta do colar em sua fechadura encaixando-a perfeitamente até o fim. Girei uma vez para direita e duas para esquerda e o retirei ao ouvir um pequeno estalo da tranca se abrindo. Levantei a tampa ao suspirar e ver ali aquele ursinho de pelúcia. Retirei-o colocando-o ao meu lado esticando minha mão ao fundo do baú, tateando seu fundo até encontrar aquele velho pedaço de papel que já estavs amarelado e cheio de furos.
Re-coloquei o colar em meu pescoço e abri o papel que um dia fora uma carta de minha mãe à meu pai. Li e re-li algumas vezes quando senti meus olhos marejarem. Amassei a folha e a atirei dentro do cesto de lixo no canto do quarto limpando as lagrimas que caiam com o dorso das mãos enquanto me sentava encolhida abraçando meus joelhos sobre a cama.
Passei os dedos novamente pelo pingente de coração de cobre fechando-o em minha mão. Aquela era a única lembrança que tinha de minha mãe, um colar-chave para a carta de despedida que deixara com meu pai antes de fugir para se aventurar ao mundo. Eu a odiava por isso, por me deixar em troca de poucos momentos de alegria, e frio's na barriga.
Arranquei-o do pescoço puxando-o com força ao estourar seu fecho anda com a mão fechada em volta dele e o atirei no lixo junto à carta. Levantei-me da cama pegando o pequeno baú do chão saindo de meu quarto. Abri a porta da rua e o larguei ali para quem o quisse levar. Eu não queria algo me trouxesse lembranças de alguém que desistiu de mim.

14 medos:

quem é ela? disse...

Como sempre um post lindo e maravilhoso *-*

saudeecompanhia disse...

Excelente post como sempre, você arrasa.Sua criatividade surpreende!

B. disse...

maravilhoso, realmente *-*

baobah disse...

Adorei o conto, devo admitir que me emocionei bastante, já estava me sentindo super triste mas senti que não era justo ficaar triste por alguém que desiste de um filho.

beijos

~* Bruna Morais disse...

Ameei o texto, de verdade.

Obrigada por passar no meu blog,
passe lá sempre que quiser, será sempre bem vinda.

Beijos.

http://metamorfoserosashock.blogspot.com

Danii disse...

Que profundo'
Coragem dela de se livrar de algo com valor sentimental, mesmo que tenha sido de alguém que desistiu dela. Mas, é o melhor a se fazer né? *-*
Beeijo'

Vitória Silva disse...

Nossa Chris, que lindo *-*
Meus parabéns, agora eu sou sua fã\o/
ISAHSHAIO
Beijos

Monique Premazzi disse...

Nossa menina O.O Você escreve perfeitamente bem, parabens. Sua criatividade é demais :) xx

Hosana Lemos disse...

não sei se eu teria essa coragem, apesar dos pesares.

muito bom o texto

Lôoh Toledo disse...

Perfeito Chiris *---*

eu amei e me apaixonei por esse post amei muito tão singelo.

Lôoh Toledo disse...

um comentario mais decente ;D

olha esse texto e muito bom porque tantas vezes guardamos coisas que não são para ser guardadas sabe, agente se apega a coisas que nos fazem sofrer e e dificil largar isso depois dói e machuca agente :s

Day D. disse...

own .-. muito bem escrito, adorei :))

Emi disse...

Nossa, amei!
Realmente muito forte! Também adorei a sua escrita!
Beeijos!:*
Seguiindo! ;)

Pâmzinha ♥ disse...

Nossa, achei este post triste, a dor de se sentir abandonada deve ser horrível ! Lindo o conto !

Beeijos :*

http://supbox.blogspot.com/