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Posso confessar uma coisa?
Amo todos vocês que leem, que acompanham meu blog e que o seguem.
Obrigado aos 206 seguidores pelo apoio que dão ao meu primeiro projeto!
Quatro anos de felicidade!!!




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terça-feira, 1 de junho de 2010

Correção: eu adorava estar aqui.

Quando comecei a escrever essa post, umas horas atrás, pensei em mil possibilidades de desenvolver esse título que não me sai da cabeça. O motivo disso? O fim de temporada do meu seriado favorito Grey's Anatomy, que me chocou muito e me deixou com os nervos a flor da pele até o instante que acabou e anunciaram que teria um episodio extra.

Pra quem não viu, não vou contar o que aconteceu porque estraga a surpresa, mas posso adiantar que aparece muito mais sangue nesse episodio do que qualquer outro já visto.
Mas vamos ao que interessa:


Nos meus sonhos mais profundos, nos meus desejos mais loucos, eu sabia que estar aqui era uma loucura. Havia anos que não passava por aquela porta de vidro e não sentia aquele cheiro de remédio e roupa seca. Ali parada na recepção podia me sentir aconchegada como se estivesse entrando em casa depois de um longo dia de trabalho.
Lembro com perfeição da uma vez que estive ali. O corredor da sala de emergência estava lotado de médicos, enfermeiros e pacientes que chegavam a todo instante de um acidente na rodovia. Mas não me recordava de ter trabalho naquele dia, ao contrario disso, naquele dia eu era uma paciente de um acidente.
Ouvia os médicos gritando pedindo Adrenalina, morfina e eletrodos. Estava desesperada, não sabia ao certo o que acontecia, nem se sairia bem daquela. Depois de ter visto o médico me olhando nos olhos como se estivesse ressentido, ele pegou as pás de desfibrilação e aquele chiado foi a única coisa que ouvia.
Doze horas depois, estava em um quarto branco, não mais entre as paredes verdes do corredor e uma forte luz me cegava. Tentava me mexer, mas não sentia meu corpo. Ouvia vozes ao meu lado, mas não via ninguém ali, minha garganta ardia e eu não sabia como pedir água.
Com pancadas bruscas vi alguém parando na porta com uma prancha nas mãos me encarando. Era minha melhor amiga com aquele olhar frio e de boca franzida entrando no quarto. Ela não precisou dizer nada, pois ao tocar na minha mão fria eu soube o que estava acontecendo e o que ela queria me dizer.
Eu tinha perdido minha família naquele acidente.
É difícil de aceitar, recomeçar do zero. Talvez fosse isso que eu não queria aceitar
Fechei meus olhos tentando esquecer aquele dia mais uma vez e não ter que sentir meu coração apertado. Nunca falei sobre o que minha melhor amiga estava me dizendo com aquele simples toque na minha mão. Eu sabia que estava tudo perdido, quem eu havia perdido.
Respirei fundo olhando o final daquele corredor verde passando pela recepção.
- Bom dia doutora Grey. - desejou a recepcionista.
Eu ainda tinha a mim e a minha amiga.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Quase amor

Aquele era um bom lugar para compor minhas músicas. Era calmo, ninguém me acharia ali, poderia ficar o tempo que fosse sem ouvir berros eloqüentes.
Pensei rapidamente em algumas notas que estavam passando pela cabeça, deixando meus dedos encontrarem com as cordas do violão. Não lembro o que me fez começar a criar essa certa música.
Respirei o ar gelado com o aroma do rio a minha frente permitindo que minha mente se entregasse àquela melodia, as letras que se formavam junto a ela.
Talvez eu soubesse qual era a razão daquelas notas triste. Talvez ela tivesse um nome. Um rosto. Um coração. Lindos olhos âmbar.
Aquelas notas tristes representavam a dor em meu coração, um dor que nunca pensei que pudesse suportar, algo que sequer imaginei que acontecesse comigo. E enquanto compunha a música que colocaria no papel assim que chegasse em casa e a guardasse em uma velha caixa, me lembrava de como era feliz.
Eu era feliz. Isso é o pior de tudo. Mesmo sabendo que o ela sentia por mim poderia acabar, só não imaginava que acabaria tão cedo.
Eu me declarei, disse com todas as letras o que sentia por ela, prometi que nunca a magoaria e o que aconteceu? Ela arrancou meu coração e o quebrou em milhões de pedaços, largando-o na calça a sangrar até parar de bater.
Agora o refrão também dizia com todas as letras o que sentia por ela no momento. Ódio. Puro ódio.
Foi quando senti minha garganta quase explodir ao cantar o final do refrão que no fim das contas ficara surpreendentemente real, que ouvi um barulho logo atrás de mim. Virei-me e deixei meus dedos caírem sobre a madeira do violão se esquecendo das notas que acabara de tocar.
Aquele rosto, aquele coração, aqueles olhos âmbar estão ali me fitando. Ela estava ali a poucos metros de mim sentada de braços cruzados, esperando que algo acontecesse.
"Queria consertar, tudo o que aconteceu, mas na verdade sei que este erro não foi meu." - sussurrei a o vento antes de me esquecer por completo o resto da letra

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Em cinza trecho de uma música que eu amo do Reação em Cadeia (Quase amor) da onde eu tambem retirei o titulo.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Pedido do futuro




Biel
"Você estava certo.

Pronto admiti! Por mais que eu quisesse guardar isso só para mim, não seria possível. Aquele pedacinho de você que fiz questão de guardar dentro de mim não permitiria.
Parece que quanto mais o tempo vai passando, mais as coisas vão ficando claras para mim. Eu devia ter te escutado desde o inicio, mas acho que você não pode se lembrar de como eu era teimosa.
Bem, isso não mudou.
Também nem deveria, afinal foi a minha teimosia que me levou até você naquela noite, naquele barzinho no centro.
Era novembro, eu me lembro.
E você que insistia em dizer que em dois, três meses me esqueceria de você. E veja só, se passaram dois, três, dez anos e aqui estou eu, me lembrando que você foi o único que me fez sentir especial, que fez alguns míseros segundos se tornarem mágicos, eternos, tanto que ainda hoje, mesmo estando infindáveis quilômetros de distância me fez perceber que você estava com toda a certeza.
Perdi a aposta. Por completo, admito. Não fui forte, mas acho que nunca quis ser forte.
Claro que você não se lembra do que eu estou falando, nem deveria. No final das contas, eu nunca fiz algo de que você quisesse realmente se lembrar, mas antes que ache que está lendo a correspondência de alguém, deixe-me explicar que essa carta é realmente para você.
Agora mas do que tudo eu te peço, não saia de casa essa noite. Não use aquela blusa listrada que você tanto ama, muito menos vá à cidade esta noite. Porque eu não quero te conhecer.
Não, isso não é piada.
Sei que hoje você vai sair de carro, cantarolando uma música brega, e vai entrar naquele barzinho apenas querendo encontrar seu amigo Bill. Tenho de dizer, o Bill não vai estar lá, ele nem vai ligar dizendo porque não pode te encontrar para azarar umas 'gatas'. Vai ser nesse momento em que você entra no bar, que acaba esbarrando em mim, grita comigo antes de me ver e logo depois se oferece para pagar uma bebida.
Eu não devia ter aceitado, muito menos saído com você depois. Eu queria ter te esquecido em dois, três meses, mas não pude.
Escute-me apenas dessa vez e assista um filme na tv, sei que você ama aquelas sessões pipoca com filmes extra-chatos, faça isso essa noite.
Pelo menos assim, eu nunca chegarei perto de te conhecer, de perder a bendita aposta e me apaixonar por você como você me fez prometer que não aconteceria, porque dói muito saber que hoje você nem se quer pode estar aqui comigo."

Milena
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Resultado da votação:
Bem, etão vai ser assim, quando tiver vontade de postar contos eu posto, quando de repente me bater a vontade de postar outras coisas bem loucas vou ver no que vi dar.



segunda-feira, 26 de abril de 2010

Adolescentes secretos

- Giiu, você é louca? - perguntou Hellen num sussurrou sentada na janela
- Shhh! - fiz para ela tentando ver o que tinha por de trás daquele buraco na parede. - Fique quieta Hellen, eles podem ouvir.
Cheguei mais perto da parede me apoiando com as mãos para ver o que havia ali. Tinha certeza absoluta que vi dois homens altos, fortes, de barba e jaquetas de couro entrarem naquele velho galpão rindo e dizendo em alto e bom tom como ninguém descobriria o havia ali.
Esse era um típico engano de capangas metido a mafiosos que tentam sair da classe baixa com um 'golpe' no estado ao tentar falsificar dinheiro.
- Eles disseram que o caso estava encerrado. - lembrou Hellen murmurando - Acabou Giiu, entendeu?
- Não, não acabou. - retruquei nervosa ao ver um daqueles capangas pegar um saco que estava no chão e jogá-lo sobre uma velha mesa - A agência foi enganada.
Ouvi Hellen bufar. Era algo que ela sempre fazia quando não conseguia me convencer a deixar esses assuntos para nosso chefe, o diretor da agência de treinamento para agentes secretos adolescentes. O nome é bem sem graça, mas é relamente o que quer dizer, afinal quem suspeitaria de duas adolescentes cheias de espinha e laquê no cabelo andando por uma doca perto da meia-noite?
Tudo bem que não é o lugar para uma garota ficar andando, mas você sabe qual é a fama que todos os jovens tem hoje em dia quando andam por ai parecendo perdidos.
Colei meu rosto no buraco para escutar o que eles diziam. Eram apenas sussurros.
- Está aqui! - disse um dos capangas largando-se em uma cadeira - Tudo o que você pediu.
Com quem ele estava falando? Devia er um jeito para que pudesse ver todos que estavam ali.
- Um milhão em notas não marcadas? - perguntou uma voz rouca.
- Um milhão. - garantiu o capanga - E onde está a mercadoria?
Uma risada ecoou pelo galpão. Uma risada que eu conhecia.
- Vamos embora Giiu. - pediu Hellen colocando uma das mãos em meu ombro - Por favor, a agência cuida disso.
- Hellen, é ele! - disse me afastando do buraco na parede - Eu tenho certeza.
Foi então que aconteceu.
Um tiro. Um barrulho. Algo pesado caindo.
Pulei a janela correndo retirando a arma que havia guardada na parte de dentro o meu casaco procurando a porta de entrada. Podia ouvir a confusão lá dentro quando parei na porta com Hellen ao meu lado segurando sua arma na altura do queixo.
Chutei a porta e quando se abriu entramos apontando a arma e gritando FBI.
Foi então uma supresa quando vi ali segurando o saco com uma arma nas mãos o meu chefe.
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To be continued...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

A última vez.



Meu coração estava doendo. Minha mente estava confusa. Minhas mãos suavam. Meus ouvidos não acreditavam no que ouviam. Porque isso estava acontecendo?
Eduardo me fitava com aqueles olhos azuis segurando minhas mãos tremulas, enquanto me segurava para não chorar. Talvez ele estivesse certo ao dizer que nos tornamos pessoas diferentes do que éramos sem nos dar conta disso, mas ele não tinha razão ao dizer que eu fui a causa dele se tornar alguém insuportável, controlador, possessivo.
Ele soltou minhas mãos passando a apertar meus braços quando suspirei. Suas mãos estavam me machucando. Com um único movimento olhando para o céu ele me puxou para os degraus atrás dele, me fazendo tropeçar.
- Meu pai estava certo quando me disse para ficar longe de você. –disse ele levantando meu rosto para olha-lo – Ele tinha razão ao dizer que você me mudaria.
- A culpa não é minha! – retruquei nervosa tentando soltar meus braços.
Senti minha garganta arder, senti minha testa ser pressionada contra a dele e minhas mão tentavam empurra-lo para longe de mim.
- Você me fez perder o contrato de um hotel! – bradou ele cerrando os olhos a centímetros de mim – Me fez perder a chance de me tornar maior que meu pai!
- E isso apenas se trata disso? – questionei afastando-me – De sua briguinha com seu pai? Uma coisa que aconteceu há anos?
Desvencilhei-me dele e me virei para descer os degraus quando senti uma pressão contra mias costas me fazendo perder o equilíbrio e cair ali. Me apoiei no chão bufando de raiva. Ninguém nunca se atreveria a fazer isso comigo, eu era intocável. Olhei para os lados vendo uma pá que o jardineiro havia esquecido. Estiquei meu braço ralado até ela segurando-a firmemente.
Me levantei de vagar com raiva, ódio de Eduardo. Virei em direção à escada, vendo-o parado no patamar de costas para mim abotoando o seu terno.
Subi os degraus batendo o pé e sem pensar acertei-o com a pá na cabeça. Ofeguei quando ele pôs as mãos na cabeça que sangrava e caiu aos meus pés de olhos abertos e mãos estendidas. Soltei-a pá e abri minha bolsa pegando meu celular.
- Allison?
- Sim, Catherine?
- Eu tenho algo que quero te contar, mas você tem que prometer nunca contar a ninguém.
- Eu prometo.
- Jura pela sua vida?
- Eu juro pela minha vida.
- Acho que matei meu namorado.
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Ufa!
Em cinza trecho da música Secret doThe Pierces

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Trilha


- Ela é um desastre natural ! - bradou Michelle com as mãos nos cabelos de costas para mim.
- Mih, ela apenas tropeçou. - amenizou Henrique me dando a mão enquanto olhava meu joelho ralado.
- Obrigado. - murmurei ao meu levantar.
Michelle me fitou de mãos na cintura torcendo o nariz com aquela cara de antipatica que ela tinha. O que ela estava fazendo aqui se no final das contas se nem gosta de fazer trilha?
Dobrei meu joelho sentindo uma pequena dorsinha chata que já passaria.
Recebi um sorriso de Henrique e voltei a caminhar ao lado deles mancando.
De alguma forma Michelle tinha razão, eu era um desastre. Em meia hora de 'caminhada' eu consegui cair pelo menos umas quatro vezes tropeçando em raízes que definitivamente eu não via, me arranhava nos galhos das árvores só de encostar nelas e ficava ofegando como se fosse morrer.
- Olha, eu não quero ser chata Maria, mas isso são meus sentimentos por você traduzido em palvras. - contou ela andando na minha frente - E você sabe bem quais são os meus por você.
Sei. Puro ódio.
- Vamos parar com essa implicancia tonta? - pediu Henrique parando Michelle segurando-a pelo braço - Deixe Maria em paz por um minuto.
Ele estava bravo. Estava encarando Michelle com o cenho franzindo, balançando a cabeça.
- Eu deveria esperar por isso! - arfou Michelle desvencilhando-se da mão de Henrique virando-se para mim. - Você sempre consegue a atenção dele, mesmo sendo uma lesada.
- Eu sou lesada? - questionei - É você que está fazendo drama cada vez que vê um mosquitinho.
Foi quando eu a vi ficar vermelha de raiva e levantar os braços. Meu primeiro pensamento era que eu ia apanhar ali e sairia roxa. Mas em vez disso, ela me empurrou.
Não preciso dizer que sou perfeitamente equilibrada, porque se fosse não teria batido o calcanhar em uma pedra e pendido para trás, onde havia uma barranco que dava para um rio e escorrequei.
Rolei o barranco sentindo minhas pernas queimarem ralando na terra e minhas mãos baterem contra uma da pequena árvore a qual tentei me segurar e parei ao bater minhas costas em algo duro.
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Não é um SUPER conto como havia prometido, mas foi o que consegui escrever.
Tem continuação no sabado.
Até lá!
Não esqueçam de passar no remember the sunshine. e deixar um coments bem lindo no meu post.(little hope).
Frase em cinza é uma parte da música "Last of the american girls" do Green Day;
Em rosinha uma frase da música "O que eu também não entendo" do JQ.

terça-feira, 30 de março de 2010

Casa de Campo: The finished


Aqueles olhos estavam cerrados me encarando com um sorriso no rosto enquanto batia em uma das mão um pedaço longo de madeira cheia de farpas. Com a raiva que eu tinha dentro de mim, poderia ali mesmo voar para cima dele e o matar a marteladas antes que ele se desse conta do que estava acontecendo.
Saí me arrastando do porão com as mãos cheias de areia segurando o martelo ensanguenatdo esperando que ele viesse para cima para acabar com aquele terror.
Me indireitei a alguns passos na frente dele respirando fundo tentando ficar calma naquela situação que poderia definir minha vida ou minha morte. Eu só teria tempo para correr. Mas, correr para onde?
Ali ao meu lado havia um pequeno caminho que tinha avistado quando chegamos na tarde passada que levava a um rio com um longo gramado a sua volta que acabava em uma floresta. A estrada por onde tinhamos vindo, se perdia em uma trilha cheia de cascalhos e burracos por mais ou menos dois quilometros até chagar na rodovia. Não aguentaria correr dois quilometros nem que isso dependesse da minha sobrevivencia.
Apertei o martelo em minha mão sentindo o sangue escorrer pelos meus dedos enquanto ele começava a rir. Era uma gargalhada alta. Uma gargalhada fatal como se fosse de uma vitória.
Com medo dei dois passos a minha frente parando quando ele abaixou a cabeça me fitando estendendo a madeira para o chão com os punhos cerrados.
- Porque você está fazendo isso? - me atrevi a perguntar com a voz falha.
- Você tem certeza de que não sabe? - questinou dele vindo em minha direção lentamente - Você não é burra Mallu. - disse parando ao meu lado de frente para o porão, o que me deu mais medo porque o cara que estava lá estirado no chão poderia se levantar e me aplicar uma chave de braço. - Mas, você acha que eu não posso ver. - sussurrou ele em meu ouvido retirando algumas mechas do meu cabelo do ombros para beijá-lo - Você estava lá como sempre com aquele sorriso olhando-o como nunca me olhou. - fungou em meu pescoço.
- Do que você está falando? - perguntei quando parou em minha frente.
- Ora do que eu estou falando! - gritou ele abrindo os braços - Eu queria que isso não acontecesse. Bem que eu queria, mas não consigo fazer com que isso pare. Você não seria a primeira nem a última. Todas iguais.
Ele soltou o ar dos pulmões e voltou a me olhar soltando a madeira no chão.
- Eu te dou dois minutos. - continuou. - Dois minutos para correr. Dois minutos para se lembrar do que me fez e então eu irei atrá de você e acabarei com a dor.
Antes que ele pudesse acabar de falar deixei o martelo escorregar entre os dedos e me pus a correr para o rio, passando ao seu lado até chegar a frente da floresta. Eu não podia ouvir seus passos, nem a minha respiração. Eu estava perdida, era o meu fim. Me embrenhei entre as árvores sentindo minha pele se cortar nos galhos. Foi então que o chão se perdeu sob os meus pés e senti meu rosto sobre as folhas e algo quente escorrer nele. Passei a mão na cabeça vendo-a vermelha. No minuto seguinte aqueles pés estavam parados a minha frente.
-Essa foi a ultima vez. - foi a últma coisa que ouvi
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Em cinza trecho da musica: Decode do Paramore
Visitem o novo projeto do qual faço parte: remember the sunshine.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Casa de campo 02


O que quer que ele tenha feito noite passada, o estava aterrorizando. E ele estava me assustando.
- Eu tenho que lhe dizer. - murmurou me dando as costas bufando ao passar a mão pelos cabelos - Mas...eu não consigo encontrar palavras pra dizer.
- Dizer o que Federico? - bradei batendo o pé.
Ele se sentou na escada a nossa frente escondendo o rosto entr as mãos. Desci os degraus me ajoelhando a sua frente soltando o ar de meus pulmões. Nunca o tinha visto assim. Segurei seus punhos tentando abaixar sua mão.
- O que você fez? - perguntei mais uma vez - O que será a última vez?
Olhei em seus olhos procurando por algo que me diria por uma vez, o que ele queria dizer. Passei minhas mãos pelo seu pescoçp e o abracei.
- Eu não mereço você. - falou em meu ouvido - Nunca mereci.
Segurei em seu rosto fitando-o com raiva. Se ele não dissesse logo o que havia feito, iria socá-lo de uma vez.
- Me diga logo o que você fez ou juro que quebro o seu nariz! - ordenei apertando seu queixo.
- Eu...eu.. - gaguejou olhando para o chão - Eu ia a cidade para comprar vinho, e o para-brisa não funcionou quando começou a chover e...
Seus olhos cerraram-se ao respirar fundo ainda sem me olhar. Virei seu rosto para mim apertando-o ainda mais para que dissesse o que tinha feito.
- ...atropelei um homem. - continuou ele - Juro que tentei ligar para a emergência, mas não tinha sinal, ele não respirava e sangrava muito e ...
- E o quê Federico? - gritei desta vez.
- Eu o coloquei no porta-mala e o escondi no porão da casa. - concluiu se levantando.
Continuei ali ajoelhada tentando absorver aquilo. Federico podia ter matado alguém. E escondeu o corpo no porão.
- Você não fez isso. - neguei entre dentes.
- Eu não sabia o que fazer! - bradou me encarando.
- E por isso o escondeu no porão?
Me levantei indo em direção aos fundos da casa ao som dos berros dele para parar procurando a porta que dava acesso ao porão. Tropecei em alguns galhos jogados no chão, parando em frente a porta que estava com uma vassoura no meio da maçaneta, trancando-a.
Retirei os cabelos do rosto e puxei a vassoura da porta, abrindo-a. Estava escuro, não dava para ver nada. Coloquei um pé na escada de dentro cerrando os olhos para enxergar quando senti algo segurar minha mão e me puxar para dentro me fazendo cair.
- Eu disse que era a última vez. - pude escutar Federico dizer ao cair no chão e a porta se fechar.
(continua...)
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Frase em cinza retirada da musica - I Belong To You (New Moon) ~ da banda Muse.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Colar de cobre

Minha cabeça zunia. Eu já deveria ter feito isso há muito tempo. Ter de me livrar de tudo que me lembrasse ela era a coisa certa a se fazer. Passei a mão em meu pescoço sentindo aquele emaranhado de colares descendo a mão por eles até segurar aquele pequeno coração de cobre. Olhei-o uma útima vez, e o retirei do pescoço.

Ajoelhei-me a frente daquele pequeno baú de madeira que tinha o meu nome gravado em sua tampa com os dizeres:"Infelizmente há momentos que não voltam" em seu encalço. Enfiei a ponta do colar em sua fechadura encaixando-a perfeitamente até o fim. Girei uma vez para direita e duas para esquerda e o retirei ao ouvir um pequeno estalo da tranca se abrindo. Levantei a tampa ao suspirar e ver ali aquele ursinho de pelúcia. Retirei-o colocando-o ao meu lado esticando minha mão ao fundo do baú, tateando seu fundo até encontrar aquele velho pedaço de papel que já estavs amarelado e cheio de furos.
Re-coloquei o colar em meu pescoço e abri o papel que um dia fora uma carta de minha mãe à meu pai. Li e re-li algumas vezes quando senti meus olhos marejarem. Amassei a folha e a atirei dentro do cesto de lixo no canto do quarto limpando as lagrimas que caiam com o dorso das mãos enquanto me sentava encolhida abraçando meus joelhos sobre a cama.
Passei os dedos novamente pelo pingente de coração de cobre fechando-o em minha mão. Aquela era a única lembrança que tinha de minha mãe, um colar-chave para a carta de despedida que deixara com meu pai antes de fugir para se aventurar ao mundo. Eu a odiava por isso, por me deixar em troca de poucos momentos de alegria, e frio's na barriga.
Arranquei-o do pescoço puxando-o com força ao estourar seu fecho anda com a mão fechada em volta dele e o atirei no lixo junto à carta. Levantei-me da cama pegando o pequeno baú do chão saindo de meu quarto. Abri a porta da rua e o larguei ali para quem o quisse levar. Eu não queria algo me trouxesse lembranças de alguém que desistiu de mim.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Seus olhos

Os olhos dele pareciam calmos demais, enquanto dentro de mim havia uma explosão contínua de sentimentos que precisavam ser demostrandos de qualquer maneira antes que me arrependesse por ficar por tanto tempo quieta. Suas mãos frias seguravam a minha quando um sorriso era formado em seus rosto pálido ao olhar em meus olhos. Ele estava louco, e era a única coisa que eu podia pensar. Acabavamos de sair de um restaurante na avenida principal e ele me porpõe uma coisa daquelas.
- Vão mandar nos prender. - disse ressistindo ao seu pedido.
- Ana, nada vai acontecer, confie em mim. - pediu ele segurando meu rosto - Me dê duas razões para não fazermos?
Duas razões. E as únicas que conseguia pensar eram meu e minha mãe. Será que essas duas valiam? Suspirei virando o rosto examinado o lugar. A ruela era tranquila e não havia pedestres. Os unicos que podia ver, eram os que passavam em frente a entrada dela não dando a devida atenção ao seu interior sem se quer imaginado o que estavam perdendo. Olhei uma última vez para o céu vendo as nuvens. Não era exatamento o campo, mas usando a imaginação como ele dissera eu conseguiri sentir o cheiro da grama e ver a sombra de uma enorme árvore atrás de nós.
- Tudo bem. - concordei vendo seu sorriso se expandir e sentir seus labios tocarem os meus.
Sentamos no chão enquanto minha mente ainda relutava contra aquela ideia. Minha mãe me mataria ao ver o estado que minha roupa ficaria ao final do dia. Deitei finalmente entreçando meus dedos em sua mão ao fitá-lo com grande satisfação por ter conseguido me fazer ao menos uma vez cometer uma 'loucura'. Olhei o céu encontrando inumeras nuvens como ele dissera que haveria num dia como aquele. Meus olhos cerraram-se tentando imaginar qual era o seu formato. Encostei minha cabeça em seus ombro sentindo o doce aroma de seu perfume. Poderia ficar ali para sempre.
- Está vendo? - perguntou ele apontando para uma das nuvens - Parece uma flor.
- E aquela? - perguntei apontando para outra maisdistante.
Ele não respondeu de imetiado. Podia ouvi-lo sussurrar algo baixinho e negar com a cabeça. Olhou mais uma vez para mim, acariciando meu cabelo que caira sobre o rosto. Seus olhos pareciam um mar de misterio. Daria tudo para poder saber o que havia dentro dele, o que ele sentia, o que pensava enquanto me fitava sorrindo com os olhos.
- Parece com você. - respondeu ele me beijando.
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A imagem ao lado foi sugerida pelo bloínquês

sábado, 9 de janeiro de 2010

Colegial.


Ao passar pelos portões da escola pude sentir um frio na barriga. Era aquele frio que sempre sentia quando começava tudo de novo. Ainda não sabia porque continuava a senti-lo, afinal eu estava na mesma escola chata há pouco mais de 5 tédiosos anos.
Segurei fortemente a alça lateral da minha bolsa e tropecei no mesmo burraco que havia no meio do pátio. Antes de me estabacar novamente no chão, meus braços foram segurados rapidamente me machucando e meus cabelos caíram para a frente do meu rosto me impossíbilitando ver quem tivera a bondade de me ajudar. No mesmo instante ouvi murmurros de todos os lados.
Quando pude parar em pé, retirei os cabelos do rosto e vi aqueles olhos. Eu não os reconhecia. Aquele rosto parecia angelical. Não podia ser da escola.
- Hei, você está bem? - perguntou ele me fitando ainda com as mãos em meus braços como se eu ainda pudesse cair a qualquer instante.
- É, hmm, estou. - respondi meia sem jeito desviando o olhar.
- Meu nome é Lucas. - disse ele me soltando - Sou novo por aqui.
Meu coração faltou pular para fora do peito ao ouvir essa frase. Finalmente uma alma boa nesse lugar. Pelo menos ele parecia bom.
Fiz um gesto desordenado com a cabeça e continuei a seguir por onde ia.
- Então é assim? - pude ouvi-lo ainda dizer atrás de mim - Eu te ajudo e você me larga sozinho mesmo depois de ter dito que era novo por aqui?
Meu corpo parou na hora. Dei um longo suspiro e me virei. Nunca ninguém havia falado desse jeito comigo. Já havia me acostumado com todos simplesmente me ignorando. Meus passos foram curtos até ele e parei temendo o que ainda poderia ouvir.
- Em que posso ajudar? - perguntei sarcasticamente - Hm, tudo isso que sua visão alcança é a escola. Aquelas portas ali na frente vão dar nas salas de aula do colegial e aqui no pátio onde estamos é o fundamental.
- O.k - disse ele me interrompendo - Não precisa fazer isso. Não quis ser grosso, mas uma companhia no primeiro dia não seria nada mal.
Não podia acreditar no que ouvia. Como assim companhia? Não podia ser verdade. Pude sentir meu rosto ficar rígido e meus braços soltarem a alça da bolsa.
- Hã? - questionei.
- Você está no colegial não? - perguntou ele. Fiz que sim com a cabeça. - Então como acho que devemos estar no mesmo ano, não custaria nada você me dar uma mãozinha. O que me diz?
- Claro, claro. - respondi afobada.
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Continua....

domingo, 20 de dezembro de 2009

Telefonema


Como vou viajar na quarta-feira agora é capaz que eu não post nada novo porque vou ter de arrumar as malas, então vou deixar um texto que preste aqui até eu voltar.

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Na realidade eu não queria nada mais do que ele já sabia.
Eram onze horas da noite e meus olhos mal conseguiam se manter abertos enquanto o som da sua voz doce entrava em meus ouvidos. O que ele estava tentando me provar desta vez? Minha casa já estava cheia de rosas que chegavam inesperadamente todo dia. Um boquê a cada dia e eu não tinha tantos vasos para flores. O cheiro delas já estavam me dando dor de cabeça e se fosse por mim já as teria jogado fora há muito. Só não o fiz, pois ele dizia que isso era mera demostração de seu amor por mim e que elas só parariam de chegar no dia que respondesse a sua pergunta.
Havia quatro anos que nós tinhamos nos conhecido e agora quando sentia que tudo estava acabando ele pensa que pode fazer o meu amor reacender por ele me pedindo pra casar de uma hora para outra. O que ele tinha na cabeça de me fazer essa pergunta justo agora que eu iria me mudar e seguiria com a minha vida?
Deixei o telefone escorregar da minha orelha quando bocejei morrendo de sono. Não conseguia ouvir metade do que ele dizia. Se pelo menos ele parasse de gritar e falasse mais de vagar eu poderia raciocinar e dizer aglo que o fizesse ficar quieto pelo menos um minuto.
- Chega, por favor. - pedi irritada - Estou morredno de sono e não consigo entender uma palavra sequer do que você diz.
O telefone ficou mudo por um instante. Ele não tinha desligado. Sabia perfeitamente que ele não teria coragem de desligar na minha cara, mesmo eu estando com um pessimo humor por sua causa.
- Só queria que você me respondesse. - contou ele calmo e desanimado - Já faz quinze dias que você vem me ignorando e preciso de uma resposta. Não consigo parar de pensar em você e em tudo que passamos juntos. Eu necessito de uma resposta para poder viver em paz!
Não podia responder aquele pergunta ridícula. O que ele faria se eu respondesse sim? Ele não largaria o emprego para se mudar comigo para fora do país como eu havia pedido assim que recebi aquela proposta de emprego. Ele sabia o que eu queria para que pudesse responder que sim, mas mesmo assim lutava consigo mesmo para continuar a mesma vida sem graça de sempre.
- Você sabe perfeitamente o que quero Matheus. - sussurrei com a voz quase que imperseptivel - Você sabe.
- Você é uma pessoa difícil de lidar Clara. Mas eu sabia que seria assim no momento que te pedi em namoro anos atrás. - ouve um pausa onde ouvi sua respiração - Faz tempo que não vejo minha vida sem você e se você quer que eu largue tudo aqui para poder ficar com você, é isso que você terá.
Mesmo com sono pude sentir uma enorme vontade de gritar, de largar o telefone ali e correr até ele e o abraçar e poder dizer novamente a ele como o amava de verdade. Não havia tantas pessoas por aí que largariam tudo para ficar com quem dizem amar.
Senti um sorriso se formar em meu rosto e uma felicidade me envadir.
- Você quer se casar comigo? - perguntou ele novamente.
- Quero. - respondi com a voz falha.
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Acho que fiz essa crônica pensando no último episodio de Friends que passou sexta-feira.
E deixo tambem um conselho e leitura que virou filme para essas férias:
->Confissões de Georgia Nicolson que são vários livros,
mas se não for de ler, tem o filme dela que tem um nome meio tosco e que me deixou bem na duvida na hora de alugar, mas no final valeu a pena:
->Gatos, fios-detaise amassos.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Cafeteria

Meu coração batia desparado. Havia secúlos que não via aqueles olhos castanhos. E agora, justamente agora que tudo não estava tão bem assim, ele aparece.

Arrumei o ocúlos que caira para ponta do nariz, respirando fundo enquanto tentava colocar minha ideias de volta no lugar. Fechei meu livro e me arrumei na cadeira pegando o copo de café para ter algo nas mãos não deixasse a mostra como estava ansiosa e com medo deste momento. Tomei um gole grande de café para me acalmar enquanto o via se sentar a minha frente com um sorriso enorme no rosto. Como amava aquele sorriso.
Minhas mãos apertaram o copo aos perceber que as mãos deles estavam sobre a mesa folheando meu livro. Dei um pequeno pigarro para que ele parasse e dissesse logo o que queria. O livro foi posto de volta ao seu lugar e seus olhos ficaram baixos como se não quisesse me ver. Um suspiro longo foi dado e suas mãos voltaram a ficar debaixo da mesa.
Seu rosto tinha uma expressão de preocupado. Nunca o tinha visto preocupado. O que ele tinha a me falar afinal das contas? Havia tanto tempo que ele tinha partido e deixado claro que nunca mais queria me ver...
Encarei-o esperando ansiosa pelo o que ele tinha de dizer. Qualquer coisa seria melhor do que seu silêncio perturbador. Peguei meu livro e o pus sobre meu colo. Respirei fundo preste a levantar se ele não dissesse logo o que queria dessa vez. Já estava de saco cheio de ouvir as besteira que ele tinha a me dizer a cada vez que me encontrava por acaso nessa mesma cafeteria todas as sextas -ferias exatamente às seis da tarde quando saía do trabalho.
Me levantei impaciente ao som de seu protesto quando arrantou a caderia para se levantar.
- Espere. - pediu ele - Desculpe por isso.
- E você quer que eu te desculpe pelo que mais? - questionei nervosa - Já não basta o que você me fez passar?
Ele não respondeu, apenas respirou fundo baixando a cabeça. Ao voltar a me olhar, ele deu um passo a minha frente segurando meus braços suavemente enquanto me encarava.
- Quero que você volte. - disse ele - Não consigo viver sem você.
Minha respiração falhou. Deixei o livro cair. Meu coração voltou a acelerar.
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visitemo reciclagem-deideias., tem post novo falando sobre a nicole-kuepper._.Não sabe quem é? Então dá uma passada lé pra descobrir...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Rosas vermelhas


Cada pingo de chuva que via caindo na janela me fazia lembrar de dias tristes, chatos a frente da tv. A casa estava vazia aquele dia, tirando o fato de que eu era a única alma a perambular por ela. O que havia de errado comigo? Antigamente a chuva era um simples sinal de alegria onde eu poderia correr rua abaixo e pular nas poças d'águas com galochas pretas e rodopiar de boca aberta tentando descobrir da onde vinha tanta água.
Acabou que cresci. A felicidade agora me visita de vez enquando e nunca deixa algum presente que me faça levantar do sofá e abrir a janela para gritar aos quatro ventos de alegria. Essa época de berros na janela se foram.
Aparentemente a vida parece amarga, sem gosto. Os canais de tv reprisam os mesmos filmes. Droga de tv a cabo! Os amigos desistiram das visitas, os parentes perderam o número de telefone. A única amiga era o pote de sorvete de creme escondido ao fundo do freezer.
Mas jurava que ouvi a campainha tocar. Havia séculos que não ouvia esse som estridente.
Deixei a colher de lado e saltei da bancada da cozinha. Quem poderia ser a uma hora dessas? Me arrastei até a porta de entrada enfadada. Não estava com paciência para vendedores metidos à besta ou moleques que saiem correndo ao apertar o pequeno botão.
Olhei pelo olho mágico e nada pude ver além de um vermelho berrante. O que seria? Uma piada de mal gosto, onde crianças penduraram um papel com dizeres horrorosos? Virei a chave e abri a porta calmamente ao ponto de gritar com quem fosse. Não pude. Me faltou palavras e o ar.
Ali parado a minha frente estava aquela pessoa que sempre dissera não me abandonar, com flores que jamais esperei ver. Rosas, milhares de rosas vermelhas em seus braços.
Senti uma pequena lágrima descer pelo meu rosto. Finalmente pude descobrir que o que ele dissera era a plena verdade. Porque tive de ser tão boba e me dexar envolver pela estranha monotonia? Ele sempre dissera a mim que voltaria.
Dentro de mim tenho uma vontade encontrolaveu de berrar pela janela, de correr rua a baixo enquanto chove, pular nas poças d'águas e rodopear de boca aberta tentando entender da onde vem o amor.
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texto tonto admito, mas foia aúnica coisa que consegui expremer da minha caixola.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

A valsa inacabada

Meu vestido estava jogado sobre o sofá ao lado da sandália prata. Sentei no chão ao ouvir batidas bruscas na porta.
- Sophia você está atrasada! - gritou minha mãe do lado de fora do quarto.
Me levantei e senti em frente ao espelho para me maquiar. Arrumei meu cabelo em um coque desfiado e me virei para o vestido, era o mais lindo que já vi na vida, uma obra-prima. Vesti-o e parei em frente ao espelho cinco minutos analisando cada detalhe. O tule da saia não pinicava, o corpete era todo bordado com pedrinhas e as alças removidas como eu pedira. Esse seria o melhor aniversário de 15 anos.
Abri a porta respirando fundo. Não havia mais ninguém ali. Parei no alto da escada que dava no meio do salão sorrindo ao ver as pessoas dançando ao som da Fergie, comendo e bebendo. No pé da escada um fotógrafo estava minha espera. Olhei a decoração enquanto descia a escada para ter certeza de que tudo estava como o planejado. Tudo em branco e lilás com uma mesa com estrelinhas prateadas e um bolo no centro de 5 camadas e champigne para acompanhar. Estranhei não ver Miguel ao cumprimentar todo mundo.
- Deve estar no banheiro. - disse Carol - Porque tenho certeza de que o vi.
Continuei olhando para todos os lados na esperança de encontrá-lo. Nada.
Comecei a dançar com minhas amigas me esquecendo dele. Até a hora da valsa ele apareceria.
As luzes se apagaram e um refletor de luz ficou sobre mim. Todos a minha volta se afastaram e sentaram-se. Onde estava Miguel? Olhei para o dj e pedi um minuto. Aproveitei a escuridão e entrei no banheiro masculino nervosa preparada para gritar com quem estivesse lá.
Lá estava ele com o terno que eu fiz questão de escolher em frente ao grande espelho no fim do banheiro beijando outra garota.
- Está na hora da valsa. - sussurrei abaixando minha cabeça para ver minhas mãos.
Me virei quando eles se desgrudaram e deixei o banheiro. Encostei na parede de fora e limpei uma lagrima que escoria manchando meu rosto.
- Não, isso não pode ser verdade. - murmurei ao me recompor e ver a porta se abrir e ele sair. - Está na hora. - disse encarando-o.
Seus olhos se fecharam ao me ver. Suas mãos seguraram as minhas com aquele toque suave enquanto se aproximava. Me desviei dele e o puxei para o centro da pista de dança onde uma única luz nos seguiria durante a valsa. Coloquei minha mão em seu ombro e olhei em seus olhos enquanto a música começava a tocar. Fiquei parada olhando seus olhos. Eu odiava aqueles olhos, eram sinceros demais, verdes demais e diziam o que eu não queria ouvir. Senti a respiração dele mais rápida, mais próxima, mais ofegante e temerosa. Seus lábios infiéis e traiçoeiros estavam a milímetros do meu, mas eu não queria recuar mesmo sabendo o que acontecera a poucos minutos. Aqueles lábios tocaram nos meus e a música parou. A mágica que sempre aconteceu quando nos beijávamos ainda existia. Dentro de mim eu o odiava profundamente por me fazer chorar no meu dia, mas fora de mim minhas mãos passavam sobre sua nuca enquanto o beijava, me dizendo que eu ainda o amava.