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Posso confessar uma coisa?
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Quatro anos de felicidade!!!




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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Coração gelado - Parte III

Lá estava nosso carro no estacionamento, um chevy azul, coberto com fãs histéricas sendo empurradas por inúmeros guarda-costas. Respirei fundo ao sentir minha mão ser apertada por ela. Olhei uma última vez e corri para o carro puxando-a. Um dos guarda-costas abriu espaço abrindo a porta da frente, onde pulei para dentro cheio de euforia sendo seguido por ela.
Ao ligar o carro a multidão de fãs loucas berrando foi sumindo da minha frente. Olhei pelo retrovisor Budd, Jenx, Fang e Sony se arrumando no banco de trás enquanto dava a partida. Saí pelos portões do estacionamento do estádio cantando pneu entrando na auto-estrada. Estava vazia e silenciosa como sempre. Jullie ligou o rádio em uma estação onde tocavam nossa musica.
- Ah, não! – reclamou Jenx aparecendo no meio dos bancos para mudar de estação – Eu não agüento mais nossa músicas. Desculpe. – contou arrumando o rádio. – Pronto! – exclamou feliz ao achar uma estação de música clássica, sentando-se novamente.
- Que porcaria é essa? – perguntou Fang – Jenx pelo amor de Deus, muda esse gosto musical. Não tem nada a ver você tocar rock e escuta musica clássica.
- Quer saber o que realmente o que não tem nada a ver? – perguntou Jenx virando-se apara Fang
- Hã, o que? – questionou Fang.
- Essa sua cara feia. – respondeu ela se afundando no banco.
- Hei! – bradei – Chega! Agora não é hora de ficar discutindo.
Segurei a mão e Jullie discretamente sobre a emenda dos bancos. Encarei por uns dois segundos quando escutei os gritos de Jenx e vi uma luz vir em nossa direção. Virei o volante rapidamente sentindo em seguida um solavanco e tremores com gritos estridentes de Jullie ao meu lado. Me sentia zonzo sem poder me mexer. Meu corpo estava dolorido, preso no banco e meu braço direito molhado. Gemidos entravam pelo meu ouvido enquanto o carro parava de rodar em meio à escuridão e parar sobre uma pressão enorme no meio do silêncio. Minha cabeça estava latejando e não conseguia me mover, suspirei exausto de tentar sair do banco. Olhei pelo vidro do carro e não via nada além da escuridão. Foi então que percebi que o carro estava de cabeça para baixo e ao meu lado Jullie sangrava muito. Aos poucos pude ouvir as vozes do resto da banda se queixando de dores, mas ela continuava em silêncio.
Isso não poderia estar acontecendo comigo, não podia. Porque isso aconteceria comigo logo no dia mais feliz da minha vida? Minha mente berrava desesperadamente por algo que me comprovasse que ela estava bem, mas nada me mostrava isso. Sua blusa estava manchada de sangue e seu rosto estava caído sobre a janela. Forcei meus dedos esticando-os até sua mão ali ao lado. Encostando nela meu coração bateu mais forte percebendo que tudo acabara, ela estava gelada. Há quanto devíamos estar ali? Como eu ia viver sabendo que o que estava acontecendo era absoluta culpa minha?
Corri os olhos pela frente do carro me apavorando ao ver um pedaço de vidro encravado em meu peito na direção do coração. Agora podia me sentir melhor, também iria morrer. Talvez Deus estava nos dando algo maior do que podia imaginar. Mas, como o corte não sangrava mais se minha roupa estava ensopada de sangue assim como todo o banco dianteiro?
Meus ouvidos assustaram-se ao ouvir sirenes de ambulância. Finalmente ajuda chegava, finalmente. Respirei calmo tentando soltar meu cinto, parando ao ver que todos ali atrás de mim estavam pálidos e as baquetas de Budd presas no corpo de Sony e Jenx enquanto olhavam para mim ofegando.
- Tony. – sussurrou Jenx – Eu, eu...não morri. – disse examinando suas mãos brancas. – Mas meu coração não bate mais e dói. Do muito. Um milagre. – concluiu ofegando
- E eles? – perguntei soltando o cinto.
Ela olhou para eles se fazer esforço para se levantar. Fechou os olhos e respiro fundo.
- Estão bem. – respondeu olhando pela janela vendo a ambulância se aproximar – Estão vivos, respiram.
Assenti fechando os olhos deixando minha cabeça cair. Meus olhos ficaram marejados e em segundos as lagrimas caiam involuntariamente vendo a desgraça que havia feito. Apenas Jullie. Porque tinha de ser ela e na eu?
- Eu-eu a mate-tei. – gaguejei – Eu.
Arranquei o vidro do meu peito vendo um rasgo em meu peito se fechar pelo furo na camisa. O vidro saiu sem nem uma única gota de sangue. Cheio de dores sai do carro e cai de joelhos escondendo meu rosto entre as mãos com um grito entalado na garganta. Uma mão passou sobre meu ombro me fazendo secar as lagrimas com o punho. Ouvi grunhidos de Fang que saia do carro com as roupas esfoladas. Todos eles estavam ao meu lado observando as viaturas chegarem perto de nós. Me levantei me virando para o carro tentando decidir o que fazer. Coloquei a mão sobre o carro e sussurrei as palavras que mais disse aquela noite: “Te amo”. Dei uma última olhada a minha volta e corri para longe dali lutando contra dor de perder quem mais amei, jurando que nunca mais deixaria isso acontecer comigo, jamais deixaria o medo me vencer e levar com ele quem amasse. Isso se meu coração conseguisse bater mais forte por outro alguém.
Jullie era insubstituível.
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Bom, faz um tempo que comecei esse conto-historia-livro e não tive a capacidade de postar a continuação.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Coração Gelado - Parte II

(continuação de coracao gelado) - Agora eu queria oferecer uma musica – disse ofegando –, a pessoa que mais me incentivou e acreditou em mim.. – parei para respirar apontando para a saída – vem pra cá.
Jenx começou a tocar enquanto Jullie fazia sinal de que não viria. Chamei-a mais uma vez aproximando-me dela. Peguei a mão dela e a puxei para o palco. Abracei-a fortemente levantando do chão beijando-a.
- Mas antes de começar – disse colocando-a no chão –, preciso fazer uma pergunta. – Ajoelhei-me ao som dos gritos – Jullie quer casar comigo? – perguntei vendo-a cobrir o rosto com as mãos.
Budd dera uma batida forte nos pratos ao escutar a pergunta, Fang para na hora de tocar o teclado, Sony desafinou no baixo. Só Jenx que continuava a tocar como se nada tivesse acontecido.
- Então? – perguntei quando ela retirou a mão do rosto
Ela olhou para a multidão, suspirou colocando a mãos sobre a saia que usava e olhou para mim.
- Quero. – respondeu ela balançando a cabeça em um sim.
Puxei-a para perto de mim me sentindo a pessoa mais feliz do mundo. Agora qualquer coisa poderia me acontecer que não me importaria, ainda sim teria Jullie perto de mim. Beijei-a mais uma vez ao som dos berros de fãs loucas com o que eu havia feito.
- É pra você Jullie. – disse me afastando vendo-a correr para a entrada do palco toda vermelha de vergonha.
♫either what you to want, does not need to hide if what feels it is real inside of you... In itself exactly everybody guard dreams, but our eyes say the truth…either what to want, but if what feels is real, words, feelings and promises, everything that can be in you, does not play outside. But if what it feels is real, it does not leave that it is confidential. ♫
...
Sai do palco acabado de cansaço. A partir daqui eu não ia mais ter pressa, desanimar ou quebrar minhas promessas, o mundo podia girar que eu não estaria nem ai pro que aconteceria ao redor de mim. Tudo valeria a pena se tivesse ela ali.
A vi no final do corredor de costas para mim conversando com um dos seguranças do show. Corri até ela e tampei-lhe os olhos fazendo sinal com a cabeça para o segurança sair. Suas mãos tocaram as minha tirando-as de seus olhos para virar-se para mim. Encostei na parede ao seu lado quando ela sorriu ao me ver. Aqueles olhos sorriam por si só, parecia outra alma presa ali, pra me fazer feliz, eles eram insubstituíveis.
- Você é doido, Tony Kutcher. – disse ela corada
- Doido muito doido. – concordei segurando suas mãos que estavam frias. – Quer realmente fazer isso?
- O que? Casar com você? – perguntou ela me abraçando – Claro, sempre quis.
Passei minha mão por seus cabelos cacheados, beijando sua testa. Continuei ali a abraçando cada vez mais forte sentindo um frio passar pelo meu estomago. Pude ouvir um grito longe de Budd que segurava suas baquetas inquietas na frente da porta de saída do estádio.
- Vamos cara! – chamou ele mais uma vez – Você não vai querer ficar aqui preso. – alertou passando pela porta.
- Vamos. – disse puxando Jullie pela mão – Budd está certo.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Coração gelado - Parte I


POR TONY KUTCHER
27 de setembro de 1967

A batida na porta me fez voltar a realidade vendo meu reflexo no espelho da penteadeira recoberta com lâmpadas. Pelo espelho a vi no vão da porta com um enorme sorriso me acenando. Aqueles olhos me faziam vaguear. Virei a cadeira para vê-la de frente. Eu tinha muita sorte de encontra-la antes que meu sonho se tornasse realidade. Sempre me perguntei se ela não se cansava de ficar nos bastidores me vendo cantar para centenas de pessoas todas as noites.
- Estão te esperando. – contou Jullie fechando a porta – Jenx está nervosa.
- E quando ela não está? – perguntei me levantando.
Abracei-a pela cintura sentindo o cheiro de seu cabelo. Senti um aperto no coração como se fosse a última vez que iria a ver feliz desse jeito. Besteira. Olhei-a nos olhos colocando minhas mãos em seu rosto.
- Tenho uma surpresa para você. – contei.
- O que? –perguntou ela retirando minhas mãos de seu rosto para segurá-la – O que é?
- Preste atenção no show e você saberá. – respondi.
Beijei-a carinhosamente. Segurei sua mão e abri a porta. Ao passar por ela comecei a ouvir gritos das pessoas. Adorava aquele som. No fim do corredor avistei Budd rodando as baquetas entre os dedos entrando no palco. Em seguida Sony entrou fazendo solo com o baixo junto com Fang no teclado. Jenx olhou para trás enquanto colocava a alça da guitarra. Seu olhar estava triste. Ela bagunçou o cabelo e entrou gritando e pulando.
- É a minha vez. – disse desanimado – Te amo. – disse beijando-a – Não se esqueça, preste atenção. – pedi me afastando correndo.
Vi seu aceno distante e um pequeno sorriso surgir em seu rosto. Respirei fundo e entrei no palco. Uma luz forte ofuscou meus olhos enquanto os gritos desesperados da multidão invadiram meus ouvidos. Gritavam meu nome. Cobri meus olhos com o punho e ao baixar a mão vi o estádio lotado e um microfone ao meu lado.
- Boa noite!!! – gritei ao pegar o microfone – Nós somos o Retray!
Olhei em direção a saída e lá estava Jullie encostada no batente mexendo em seus cabelos encaracolados que eu tanto gostava. Ela mal sabia o que eu iria fazer esta noite na frente dessa multidão.
Jenx começou a tocar sendo seguida pelos outros. Sempre me perguntei porque começávamos com a mesma música. Logo as pessoas iriam se cansar disso.
♫ Once a life time – Canta aí galera – No, Now that I found you, when eye in its eyes ♫
Virei-me para a saída apontando para Jullie que sorriu. Corri para o lado de Jenx e comecei a pular. Apontei o microfone para ela que começou a cantar o refrão.
♫since the first time that I saw you, I wise person who was love, its eyes had made me to see, that it would only be happy if it had you. ♫
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se gostarem me digam, pois tem continuação. É tipo um 'livro que escrevi quando não tinha nada pra fazer'. O prólogo tá ai do lado.
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Tem postagem nova minha Reciclagem de idéias. e no palavras andantes .. Passem lá

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Chuva de domingo.

Gritos ecoavam pela casa em alto e bom som enquanto eu me revirava na cama cobrindo-me com o cobertor esperando mais cinco minutos para me levantar. Sons de passos na velha escada de madeira podiam ser ouvidos, depois de um breve silêncio a porta de meu quarto foi aberta. Mônica parou no batente da porta observando alguns tufos de meu cabelo que podiam ser vistos fora do cobertor. Suspirando amargamente Mônica se arrastou até as janelas vitorianas puxando a cortina verde clara que encobriam os raios de sol.
Bufando retirei o cobertor de meu rosto sentando-me na cama esfregando os olhos irritados com a claridade. Com os olhos cerrados examinei os cantos do quarto procurando a culpa de seu sono interrompido. No canto da parede ao lado da janela Mônica encarava-me de braços cruzados esperando que eu me levantasse. Resmungando algo irreconhecível, me levantei da cama indo em direção ao banheiro.
- Você está atrasada Lina! – disse Mônica ao ouvir a porta do banheiro bater. – Deveria estar mais animada com o primeiro dia de aula. – continuou saindo do quarto – Meninas normais gostam do primeiro dia de aula. – completou entrando no quarto ao lado onde um garoto estava sentado na cama. – Vamos, saia da sai. – mandou Mônica puxando o edredom da cama.
Cielo deixou o quarto passando a mão no rosto em direção a escada enquanto Mônica dobrava o edredom na porta do quarto olhando para o banheiro, esperando Lina abri-la. Ela esperava que pelo menos a escola ocupasse novamente o vazio da mente de Lina. No fundo o arrependimento a matava lentamente por não ajudar sua filha a superar aquela perda. Era estranho saber que era Lina que se sentia tão mal com a morte de seu segundo marido e não Cielo que era filho legítimo dele.
A porta do banheiro abriu-se mostrando meu rosto cansado e pálido , causado por outra noite de insônia e choros. Passei por Mônica sem notá-la entrando em meu quarto que guardava recordações de Victor. Parando a frente da parede ao lado da cama, suspirei passando mão em uma capa de disco que Victor me dera meses antes do acidente. Desde aquele dia eu me apaixonara por aquela banda de rock dos anos 60 que nunca ouvira falar. Retray.
Desci as escadas correndo depois de me trocar, segurando em uma das mãos um caderno velho. Parei em seco na frente da mesa da cozinha que estava pronta para o café. Tomei um copo e suco num gole ainda de pé, pegando uma torrada e sai apressada pela porta da frente sem me despedir de Cielo ou da minha mãe.

Parei nos degraus da varanda respirando fundo o ar gelado da manhã tentando adivinhar o que as pessoas diriam durante o dia, enquanto um carro do século passado parou na frente da casa abandonada ao lado. Apertei o caderno contra o peito observando do outro lado da rua, Jenna se aproximar. Ao parar em minha frente me abraçou o mais forte que pode me deixando sem ar. Eu sabia que ela temia que eu chorasse dessa vez.
Naquele momento eu não queria nada a não ser voltar a infância. Correr feito louca e chorar tudo que estava dentro de mim sobre o colo de minha mãe e senti sua mão sobre meus cabelos ao tentar me acalmar. A dor de saber que tudo era culpa minha me matava a cada segundo que via algo que o lembrava. Diziam-me que precisava encarar os fatos e tentar lembrar exatamente o que acontecra naquela noite chuvosa de domingo e intender o meu lado da história.
O problema era que nem eu sabia o meu lado da historia. Nunca havia parado para pensar no que aconteceu naquele dia chuvoso das férias. Só conseguia lembrar de flash’s do que aconteceu. Estávamos na beira da estrada quando a chuva começou a cair; uma luz forte começou a se aproximar rapidamente; só pude ouvir um barulho alto e meu corpo se empurrado para a floresta ao lado da estrada. Depois senti meu corpo ser levantado e ser colocado dentro da ambulância enquanto vozes gritavam para que andassem rápido. Quem deveria andar rápido? Só depois de chegar ao hospital e passar horas dormindo, Mônica me contou o que houve. Assim perdi meu segundo pai. Devia ser castigo pelos meus pecados.

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Já contei que sou uma das novas moderadoras do Once Upon A Time?
Então deixa eu contar:
Gente sou a nova moderadora do Once Upon A Time!!!! Então façam o favor de participar!!!
Esse texto é só uma pequena parte de uma historia que criei meio modificada.