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Posso confessar uma coisa?
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sábado, 30 de janeiro de 2010

No interior do interiorrrr

Vou ser sincera, nunca gostei muito da cidade onde moro. Não porque ela fica no interior do interior de São Paulo, ou pelo fato de não ter muita coisa para ser fazer aqui - além de ir ao shopping, ficar na praça passando frio durante à noite ou ir nos tais do Schin folia que acontecem todo ano - nem porque a cidade parece ter parado no tempo, muito menos porque é exatamente aqui que acontecendo a porcaria do Schin folia todo ano.
Aqui não é muito diferente de outra cidade pequena. Tudo bem, talvez ela seja diferente apenas de Analândia onde ainda se vende leite de carroça puxado por bois de verdade. É porque aqui também não tem fazendas, tem muito, mas muitos condomínios, talvez mais do que habitantes por metro quadrado.
Não gosto da minha cidade a grande marca dela é aquele negócio de objetos imensos espalhados pelos pontos (nada)turísticos como orelhão, semáforo, estilingue, cadeira... de tamanho imenso. É aqui é a cidade onde tudo é grande. Mas se quer saber, o uso da palavra 'tudo' é exagero, porque há três ou quatro 'monumentos' deste porte, por assim dizer.
É exatamente em Itu, com aproximadamente 200 mil habitantes que moro há minha vida toda.
Mas o que eu posso fazer? É onde eu nasci, onde estão meus amigos, onde eu moro.


*Grande é exagero das pessoas*

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Borboletas no estomago

Foi estranho. Creio que do jeito que me conheço, não deixaria isso acontecer tão cedo. Mas alguém consegue segurar seus sentimentos? É, eu sei que não.

Muitos me diriam que eu mal o conheço. Mas, alguém relamente conhece as pessoas? Foi o que pensei. Além do mais como vou conhece-lo se não arriscar tudo?
Mas esse não é o meu caso. Conheço-o perfeitamente há 7 anos. E jamais pensei que fosse acontecer com ELE. Conhecimentos a parte, tudo indicava que nunca, jamais em hipotese alguma nós nos dariamos tão bem. Mas foi o que aconteceu. Sempre fomos de "oi", "como tem passado", "tô sabendo". Jurava para mim mesma em vão que nunca sairimos dessas perguntas bobas, até que aconteceu.
Uma semana de conversas pelo msn para descobrir as afinidades. Muitas descobertas até então, algumas coisas surpreendentes. Outras que nunca imaginei. Gostos que batem. E ai resolvemos sair de um mundo distante para encontrarmos. Realmente já haviamos feito isso algumas vezes, mas nunca com um objetivo. Um objetivo esquisito para mim até então.
Mas foi assim. Quando ele por fim tocou a minha mão, senti como se houvesse milhões de borboletas brigando em meu estomago. A pele se arrepiou como se o gelo tivesse me tocado, mas ele era quente. Minha respiração falhou umas cinco vezes enquanto ele falava. Se eu não estivesse segurando na mão dele, talvez flutuasse.
Sete anos e ainda nada conhecido. Tanta coisa para falar num espaço muito curto de tempo.
Nunca vou me esquecer do jeito que ele me olhava enquanto falava. Era algo sem explicação, não há palavras neste mundo que expliquem o que aconteceu. Nem as poesias mais lindas chegaram a conhecer aquele sentimento. Nem os filmes de retratos amorosos chegaram a ver um momento tão perfeito e único.
Também nunca cheguei a acreditar em pessoa ideal até aquele dia, aquela hora chegar e perceber depois de milhões de anos que ele, o par perfeito, pelo menos o meu, existe.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

E se eu te amar?


Hoje não irei mencionar jonnny castle nem edward cullen. Se são eles os tais 'ícones' do padrão de romantismo do mundo não foi eu que os colocou em pedestais, mas garotas que talvez sonhem com o tal do príncipe encantado que simplesmente - sinto em informar - não existe.
No momento em que o mundo redefiniu seu modo de 'conquista', 'beleza' e 'vida', os buquês de rosas foram deixados de lado, falindo floriculturas à torto e à direito mundo a fora. Nesse dia o mundo deve ter amanhecido mais frio e cinza. Não veja um pingo de graça você estar conversando com as amigas e um cara chega em você e te manda "E aí mina, qual a tua, ta na minha?". Por mais que seja dolorido admitir isso, há garotas que se deixam render por essa frase ridícula, esculaxada e sem sentido algum.
Aonde foram parar as serenatas em dias de luar? Cadê os versos de amor recitados em dia escuros? Porque ninguém mais gosta de receber cartas de amor?
O romantismo de modo algum virou careta. Careta é aquele cara que acha que tá abafando usando uma calça com uma perna mais curta que a outra, com três tipos de boné na cabeça que te chama de gata, mina. Não que todos os homens sejam assim.
Mas, quero dizer, em que parte da história mundial os bilhetes secretos foram se perdendo? Se forem e-mail's qual o problema? Não vejo mais garotas serelepes vibrando de alegria porque receberam cartas de um admirador secreto. Não escuto vozes agudas que gritam 'Eu te amo' aos quatro ventos.
Será que é medo de se decepcionar?
Será que é medo de se apaixonar?
Criem coragem e digam que amam, esquecendo profundamente qual será a resposta a esse ato desenfreado. Ser romântico é dizer "Eu te amo".