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sábado, 23 de janeiro de 2010

Colegial III - final

(Pauta para: Mil Palavras.)
Lá estava eu parada em frente a uma luminaria no meio da praça parecendo uma doida, tentando entender como foi que deixei minha mãe escolher minha roupa. Eu estava ridicula naquele vestido que ela me comprou porque disse que era um milagre eu sair de casa com alguém, principalmente se tratando daquele alguém, depois que contei a ela o que aconteceu. Meus pés estavam prontos para negrosar dentro daquela sandalia estupidamente alta que eu nem sabia anda. Qual era o problema do tênis que eu queria por?
Meu relogio já marcava 20horas em ponto, mas nada do Lucas aparecer. Quem sabe ele se tocou e perceber que querer sair com alguém feito eu era perda de tempo e ligou as presas para as garotas matusquelas, altas e loiras da escola? Era bem provavel e eu não ligaria.
Me reencostei na luminaria para ter onde poder descansar as costas já que latejavam. O que será que estava passando na tevê?
Foi quando o vi na lateral da praça caminhando lentamente até onde eu estava. Ele teve um susto quando me viu, colocando a mão sobre a boca.
- Maristela? - perguntou ele ao parar na minha frente - Meu Deus... eu...nossa! Você está simplesmente...
- Horrorosa. Eu sei.
- Não, eu ia dizer, linda. - corrigiu ele - Chegeui a pensar que iria falar com a pessoa errada.
- Isso é culpa da minha mãe. - contei me indireitando - Ela disse que eu precisava disso, mas eu discordo dela.
- Abençoada seja sua mãe!
Ele sorriu para mim e segurou minha mão me olhando nos olhos. Como ele podia ficar mais bonito a luz daquela luminaria? Sorri sem graça para ele e baixei minha cabeça morrendo de vergonha daquela situação. Eu nunca deveria escutar minha mãe e com toda a certeza de veria ter colocada um simples calça jeans regata e tênis, ficaria melhor e menos palhaça do que estou.
Ele levantou meu rosto olhando-o. Seu olhar estava diferente de antes.
Pude senti-lo se aproximar e sua respiração ficar falha e derrepente seus lábios tocaram os meus suavemente fazendo-me esqueer a dor dos meus pés e minhas costas que latejavam junto com o fato de que me sentia ridícula nequele vestido branco. Não podia acreditar que iso estava acontecendo.
Quando pude olha-lo novamente seus olhos bilhavam. meus coração batia desesperado dentro do peito. Nunca havia imaginado o que se podia acontecer quando alguém te ajuda a não cair na frente de toda a escola.
Isso deveria acontecer mais vezes.
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Finalmente um fim para essa história.
Parte01
Parteii

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O bom é ser criança.


Quando se era criança o mundo poderia estar acabando, mas se você não terminasse a partida de futibol ou de brincar de Barbie não arredaria o pé do campinho de futibol ou da casa da melhor amiga enquanto seu sonho de marcar um gol ou de colocar aquele vestido na boneca não acontecesse. Mas chega uma data que a infância já não é tão importante, brincar não é mais divertido e nossos sonhos virão coisas futéis como comprar uma mega caixa de maquiagem ou o novo playstation. As pessoas perdem a perspectiva de vida por se esquecerem que foi na infância que tudo de melhor nos aconteceu (tirando o primeiro namorado, lógico!) e passam a viver as custas de uma sociedade estranha que imprega que você tem de parar de sonhar para comprar mais, comer mais, ser menos feliz.
O que seria se todos os sonhos que tinhamos quando eramos pequenos se fossem interrados junto com a primeira Barbie e a bola que ganhamos de natal? O que aconteceu com as crianças hoje? Elas pararam de brincar de bola, de boneca para fingirem serem adultos, o que para elas é a coisa mais legal do mundo. Mal sabem elas que esse é o pior momento da vida, onde as preocupações batem a nossa porta e gritam para serem resolvidas em dois minutos. Adultos o que mais querem é voltar a ser criança.
O que me põe um sorriso no rosto é poder ver crianças serem crianças brincando felizes e despreocupadas no meio da rua em um dia de domingo e não enfunadas dentro de casa esperando o desenho começar, pois mal sabem elas que um dia o que mais desejarão é ter saído daquele sofá engomado para correrem, gritarem, sorrir, ser criança.
Pois a coisa mais legal do mundo e quase ninguém sabe é que quando se é criança se pode tudo, e fazer uma pessoa sorrir é uma delas. Não tem graça olhar uma criança sentanda na calçada emburrada por que não pode mexer no computador.
Mas o que mais pode me deixar feliz em um dia chuvoso de domingo é lembrar que quando fiu criança, eu sonhei, eu brinquei, eu gritei, eu corri, eu fui criança.
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