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Posso confessar uma coisa?
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Quatro anos de felicidade!!!




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sexta-feira, 25 de junho de 2010

No McDonalts

Meu estomago estava roncando e a fila não andava.
Olhei mais uma vez para o começo da fila tentando entender qual era a dificuldade de entregar um McLanche Feliz para a garotinha que levantava os pés segurando-se na ponta do balcão. O relógio em cima da moça do caixa marcava 16h30min. Fazia meia hora que estava ali esperando apenas pelo meu Big Mc com um punhado de batata fria e um copão de coca zero enquanto Milena ficava tagarelando sem parar ao meu lado.
Tudo bem, era apenas um Bic Mc, uma grande quantidade de caloria e gordura saturada, dois hambúrgueres, alface queijo e molho especial, cebola e picles num pão com gergelim. E muita culpa depois de comer tudo.
- Hei, Samanta você está me ouvindo? – perguntou Milena me cutucando. Odeio quando ela fica me cutucando – Você está babando!
- Desculpe o que você disse? – quis saber limpando o canto da minha boca que não tinha baba nenhuma!
- Então, sobre o seu irmão mais velho...
- O que tem o Marcelo? – questionei interrompendo olhando para o começo da fila novamente. – Por acaso você não quer insistir naquela idéia de chamá-lo para o baile da escola está?
Ela nem precisou responder. Só de ela ter abaixado à cabeça e respirado fundo, me fez perceber que ela continuava com aquela idéia maluca mesmo depois de eu ter passado duas horas inteiras tentando fazê-la entender que ele nunca ia aceitar.
Meu irmão não era uma grande escolha para acompanhante do baile de outono, mas adianta explicar isso a Milena? Não, isso é impossível, já que a coitada ficou hipnotizada pela feiúra dele desde os sete anos de idade.
Segurei-a pelos ombros e a encarei esperando que essa fosse à última que vez que teríamos essa conversa.
- Mi, ele não vai aceitar. – murmurei – Pela milionésima vez, tira essa idéia louca da cabeça! Ele é o capitão do time de basquete e não vai com a amiga da irmã anti-social dele a lugar algum!
- Mas...
- Mais nada Milena. – conclui me virando para a fila.
Às vezes nós temos de ser dura para que as pessoas nos ouçam e no caso de Milena, temos de ser quase que sem educação para que as palavras lhe penetrem os ouvidos e cheguem ao cérebro. Não que ela seja débil mental ou algo do gênero, só não tinha a capacidade de entender as coisas a sua volta e separar o real da fantasia.
É claro que ela conhece meu irmão desde sempre, mas meu irmão mais velho, o Marcelo nada bonito capitão do time de basquete da escola, não é muito fã das minhas amigas. Quero dizer da Milena. Talvez porque ela não faz o gênero líder dramaticamente louca e loira de torcida.
- Ele aceitou. – pude ouvi-la dizer quase num sussurro. – Ele disse que ia comigo ao baile de outono.
- O quê?! – exclamei embasbacada me virando para ela – Ele aceitou? Você ficou louca? Ele é meu irmão!
Isso me fez perder a fome.
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Ainda não terminei de escrever Fame então vou deixar aqui o link para quem quiser dar uma olhada:Parte 1 Parte 2 Parte 3 Parte 4 Parte 5
E têm postagem nova no: Garimpo: Achados e Perdidos

sábado, 5 de junho de 2010

Zoey and Cody (2)



- Hei Zoey, o que é isso? – perguntou meu irmão com uma tigela de pipoca na porta da garagem.
- Meu projeto de ciências. – expliquei de costas para ele – É uma replica do carro do filme “De volta para o futuro”.
- Sério Zoey, o que é isso? Papai vai ficar uma fera quando vir o que você fez com o carro dele.
Soltei o ar dos pulmões coçando a cabeça tentando encontrar o melhor jeito de explicar aquilo a ele. Como é que eu podia ter um irmão tão panaca que nem se quer sabe a diferença entre herbívoros e carnívoros? E agora quer dar um de espertinho para cima de mim com essa historia de que ‘papai não vai gostar do que fiz’.
- Estou falando sério, Hathe. É uma cópia idêntica do carro do filme! – bradei nervosa - Senhora Quinsley pediu um projeto de ciências inovador e surpreendentemente fora dos padrões normais.
- E fora dos padrões normais quer dizer lixo na língua dela por acaso? – questionou ele com a boca cheia de pipoca – Por que é isso que esse carro esta parecendo. Uma montanha de lixo.
Não respondi. Apenas fiquei observando-o de cara fechada com as mãos na cintura imaginando quando ele cresceria e por um milagre qualquer ficasse inteligente e pudesse ver que ali na frente dele estava a descoberta do século. Não era apenas uma replica simples. O carro funcionava de verdade meu Deus!
Dei as costas a ele torcendo o nariz de raiva por não acreditar no meu potencial e abri a porta do carro para terminar de consertar o painel de controle do tempo. Mais alguns minutos ali e ele estaria pronto para ser testado e levado para a feria de ciências neste sábado.
- O que você usou para fazer isso ai? – perguntou atrás de mim se referindo ao painel em que eu mexia.
- Seu notboock que ganhou de natal. – respondi ainda inclinada para dentro do carro. – Foi a única coisa que encontrei que fosse me servir naquela zona que você chama de quarto.
- Calma aí. É brincadeira né? Você não usou meu notboock de verdade, usou?
- Talvez. – respondi calma sentindo o nervosismo dele.
Ouvi o barulho da tigela de pipoca quando atingiu o chão e quando sai de dentro do carro, Hathe não estava mais ali atrás de mim fazendo perguntas. Peguei a tigela do chão colocando-a em uma mesa ao lado da porta que estava aberta. Agora eu tinha o feito entender de verdade, dessa vez ele ia acreditar em mim, mas ia ficar muito bravo ao abrir as caixas que estavam de baixo da cama e não encontrar seus presentes de aniversario onde tinha deixado.
- Zoey! – ele gritou.
Finalmente! Só assim iria restaurar a memória de Cody

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Zoey and Cody (1)


Iriam me matar. Com toda certeza. Aquilo era muita maluquice para a minha cabeça.
Agora não era hora de entrar em pânico. Muito menos o momento para me esconder de baixo da mesa. Havia dito a Cody, meu vizinho energúmeno, que se ele me deixasse testar o experimento nele, colocaria seu nome no projeto, garantindo que ele tinha me ajudado.
Só que havia um problema. Eu também não sabia como funcionava, nem como ligava.
Eu havia criado um monstro. Grande coisa! A idéia nem era minha para começo de conversa. Isso nunca teria acontecido se senhora Kisnley, professora de ciências tivesse me dito que repetiria o ano se não apresentasse algo surpreendente para a feira de ciência neste final de semana.
Devia ter a ignorado como fiz nos últimos oito meses. Mas, não, eu tinha de me importar com isso e por em pratica o que li no livro que achei no sótão.
- Pronto Cody? – perguntei segurando um capacete velho nas mãos – Não vai doer nada.
Pelo menos era o que eu esperava.
Com um aceno de sua cabeça, coloquei o capacete nele mordendo o lábio inferior rezando para aquilo funcionar. Tinha de funcionar, ou eu estaria em sérios problemas.
Apertei um grande botão vermelho em um painel ao lado da cadeira onde Cody estava sentado e ouvi aquele chiado de eletricidade passando pelos fios até o capacete.
- Hei Zoey, o que é isso? – perguntou ele quando vi o capacete tremer – Está fazendo cócegas.
Soltei o ar dos pulmões coçando a cabeça tentando encontrar o melhor jeito de explicar aquilo a ele. Como é que eu podia ter um vizinho tão tonto que nem se quer sabe a diferença entre elétrons e prótons?
- Ahn, é uma maquina que apaga memórias. – respondi cerrando os olhos esperando que ele me xingasse – É algo fora dos padrões normais de projetos de ciências.
- E fora dos padrões normais quer dizer lixo na sua língua por acaso? – questionou ele – Por que é isso que esse aparelho está parecendo. Uma montanha de lixo.
Revirei os olhos, não respondi. Apenas fiquei observando-o de cara fechada com as mãos na cintura imaginando quando ele cresceria e por um milagre qualquer ficasse inteligente e pudesse ver que ali na frente dele estava a descoberta do século. Não era apenas uma maquina simples.
- Pense em algo que você queira esquecer. – pedi examinando a maquina – Algo que você não se orgulhe de ter feito, ou que não queira que tenha acontecido.
- O fato de você ter me obrigado a te emprestar o meu Xbox 360 novinho para fazer esse treco. – disse ele entre dentes.
Dei de ombros ignorando aquele fato, afinal vídeo games não prestam para nada. Bem, para nada além de fazer maquinas que apagam a memória. Apertei o botão azul e me afastei temendo o que poderia acontecer a seguir. Houve uma pequena explosão que fez sair fumaça do painel.
- Cody, tudo bem? – perguntei abanando o ar.
- Cody, quem é Cody?

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Materia do ano.


Desliguei o gravador. Acabava de conseguir a matéria para o jornal da escola e já podia ver a manchete:
“Toda a verdade sobre Lucas M. o garoto novo.”
Foi assim que depois de uma longa e irritante insistência do meu ‘chefe’ que comecei a seguir e investigar, colocando a vida de Lucas de ponta cabeça para finalmente descobrir aquilo.
Era matéria do ano. Algo tão grandioso que poderia receber uma ligação do editor-chefe da redação do Times.
Tenho de admitir que não foi muito legal sair andando pelas ruas da cidade parecendo uma louca psicopata atrás dele ao me esconder atrás de lixeiras e correr procurando um táxi quando ele inventava de pegar um ônibus.
Mas, valeu a pena cada esforço, cada centavo não reembolsado, cada tarde perdida, cada aranhão até que o coloquei contra a parede e implorei que me dissesse tudo que escondia, da onde vinha, e como santo Deus ele conseguia sumir no meio da faixa de pedestres ao atravessar a rua sem deixar pistas.
― Ahn... tudo começou quando eu tinha seis anos. – Lucas começou a contar.
Fiquei chocada quando ele contou que aos seis anos descobriu quem era seu verdadeiro pai. Não era o senhor Menighine que ele tinha apresentado para todo mundo, mas alguém que até ele pensou que fosse mentira. Jack Bauer.
Eu sei isso parece loucura, porque você sempre acaba ligando o nome ao seriado 24 Horas e ao cara que você nem vê tomando água, quanto mais fazendo um filho; mas segundo Lucas nem sempre foi assim. Houve uma época que o pai era relaxado e acabou tendo um caso com uma das atrizes bonitonas, a sua mãe.
Quase pirei também ao descobrir como ele fazia para sumir no meio de uma avenida movimentada ao atravessar a rua. Formula da invisibilidade. Tudo para ir ajudar o pai no meio da tarde a desarmar uma bomba do outro lado do mundo ou para ter certeza de que ele parecia morto para viajar até a China.
Respirei fundo escutando ele falar sem parar por mais ou menos uma hora inteira, querendo pedir para ele parar de tirar uma com a minha cara, só que Lucas tinha uma foto com o próprio pai onde nós achamos ser o set de filmagens, só que na verdade é a vida real. Todas as explosões, tiros e socos são mais que reais!
Lucas parecia conturbado contando tudo aquilo. Até parecia que eu era uma daqueles detetives que colocava uma luz forte no rosto dele e o obrigava a confessar um crime. Ele balbuciava tudo fazendo gestos sem me olhar.
Com toda a certeza eu não esperava por aquilo. Na verdade eu queria escutar que ele era viciado por gibis de super-heróis, que era um nerd metido a besta que fora da escola pertencia a uma gangue de pichadores e não que ele era o filho do homem que não bebe água antes de capturar o criminoso.
Só podia fazer uma coisa:
- Me consegue um autografo? – perguntei

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Ainda não consegui escrever um desfecho legal e descente para o adolescentes secretos

sábado, 10 de abril de 2010

Acampamento de verão

Corri. Corri o mais rápido que consegui. Ainda sentia as lagrimas escorrerem quentes pelo meu rosto. Dentro de mim, eu deveria sentir vergonha por fugir de algo que não era verdade.
Quin havia feito de novo. Espalhara seu veneno por toda a escola. Fez com que rissem, que cochichassem e que apontassem para mim ao verem aqueles panfletos cor-de-rosa espalhados por todo o corredor. Ela me humilhou mais uma vez.
Entrei no banheiro e me olhei no espelho. Aquela não era eu. Não costumava chorar e fugir dos problemas. Sentei-me em uma das privadas batucando os pés no chão enquanto enxugava as lagrimas com o dorso das mãos. Apenas eu sabia o que tinha acontecido no acampamento aquele verão. Eu e mais ninguém.
Fechei a porta me encolhendo sobre a privada abraçando meus joelhos. Quin estava errada, eu nunca havia dado uns amaços em Mikey na cabana de pesca durante a fogueira de historias. Funguei tentando me concentrar, querendo me lembrar exatamente daquele dia e o que tinha acontecido para não começar a acreditar no que ela escrevera nos cartazes.
Aquele era o mesmo acampamento de sempre. O mesmo de dez anos atrás. Foi nesse acampamento à beira da represa que conheci Mikey quando tínhamos oito anos, enquanto ele jogava pedras na água em cima do píer.
Sai do carro respirando fundo, carregando comigo a mesma mala amarelo berrante com compartimentos secretos para os chocolates da meia-noite. Depois de me despedir da minha carinhosa e cabeça-dura mãe, caminhei até a mesma cabana que dividia com Mikey todos esses anos.
Abri a porta encontrando tudo como tinha deixado, até mesmo o chiclete grudado ao lado da cômoda. Joguei minha mala sobre a cama e fui procurar Mikey, que já deveria ter chegado. Isso explicava a mala azul sobre a cama dele.
Indo em direção ao píer na beira da represa avistei Mikey jogando pedras, com um boné de beisebol cobrindo seus olhos sob uma franja jogada de lado.
- Azulzinho? – chamei subindo no píer – Chegou cedo. – disse enfiando minhas mãos nos bolsos da blusa ao me aproximar e ver seu rosto triste – O que aconteceu Mikey?
Ele me encarou com aqueles olhos cor de mel e me deu as costas.
- Sara, preciso te contar algo que estou escondendo desde o último acampamento. – disse ele ao se sentar atirando outra pedra. – Eu sou gay.
Não disse nada. Fiquei ali um bom tempo vendo-o jogar as pedras na água. Quando começou a entardecer e os monitores nos chamavam ele me fez prometer que não contaria a ninguém, porque ele estava apaixonado por Lucas, o zagueiro do time de futebol da escola, até então namorado de Quin. E eu não podia revelar isso agora apenas para desmentir Quin.
Levantei-me e sai do banheiro ainda com o rosto quente, com as mãos nos bolsos na blusa. Para qualquer efeito eu havia realmente ficado com Mikey na cabana de pescas na noite da fogueira de historias durante o acampamento de verão e me orgulhava disso, porque eu simplemsnete não posso parar com isso agora.
(O que REALMENTE aconteceu naquele verão maluco - entre ele e eu)
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Em cinza trecho da música "Alice" da Avril Lavigne.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Noite de (quase) gala.

Os fleches estavam me cegando. O cetim vermelho do meu vestido longo me sufocava. Aquelas frases entravam em meus ouvidos aos berros. Quanto mais eu forçava as palavras para saírem, mas elas se agarravam a mim. Meus olhos já estavam cerrados tentando imaginar tudo o que eu ouvia.
- É verdade que seu namorado a está traindo com sua própria mãe? – perguntou um dos repórteres a minha frente
- Quando será o leilão da sua mansão para pagar suas dividas?
- E quanto a sua empresaria? Ela realmente se demitiu ao ver uma foto sua comendo uma barra de chocolate dentro de uma conveniência na capa da ELLE?
Do que eles estavam falando? Meu namorado me traindo com a minha mãe? Minha mansão a leilão? Que foto era essa minha comendo chocolate? A única noticia que eu havia visto sobre mim, era na POISON deste mês dizendo que eu era a nova Mary Streep, contando como um comercial de dez anos atrás da garota serelepe para as barras energéticas Twisti me trouxe a fama. E agora eu estava sendo fotografada e bombardeada de perguntas na estréia do meu mais novo filme que rendeu milhões.
Senti uma mão se fechando em meu braço me puxando para dentro do salão de cinema. Soltei meu braço ao perceber o que estava acontecendo. Minha careira estava no fundo do poço. Passei a mão pelos meus cabelos sem desmanchar o coque no alto da cabeça fitando aqueles sapatos pretos italianos a minha frente. Encostei-me na parede ao lado cobrindo o rosto de tanta vergonha.
- Quando foi que você descobriu? – perguntei ainda sem olhá-lo – Sem mentir Felipe, por favor.
- Há meia-hora. – respondeu Felipe colocando as mãos dentro do bolso se aproximando – Recebi por e-mail as fotos com a noticia.
- Porque não me avisou? – questionei dando as costas a ele em direção ao cartaz do filme do lado da porta de entrada da sala do filme.
- Deixei milhares de mensagem no seu celular, mas você nunca o trás para as estréias. – disse parando ao meu lado – Clara se demitiu essa tarde aos berros, dizendo que se cansara de gastar uma fortuna para remover as espinhas que apareceriam depois daquela barra de chocolate e limpou sua conta. Ela sumiu.
Suspirei tentando enxergar uma razão para isso ser real. Isso não podia estar acontecendo. Não comigo. Jamais fiz mal a ninguém, a não ser àquela garota chata na quarta série, tirando isso eu sou quase uma santa e as pessoas me amam. Pelo que saiba as coisas ruins não acontecem às pessoas boas. E a única resposta que eu achava para tudo isso, era que eu estava naqueles programas sem graça de pegadinhas, onde alguém entraria gritando e rindo da minha cara.
- E quanto ao Marcos e minha mãe?
- Bom, isso é perturbador. – riu ele colocando um de seus braços no meu ombro acariciando-o – Ela tem sessenta anos!
- Mas ainda tenho você. – disse olhando-o finalmente – Pelo menos é o que eu acho.
(De como eu fiquei famosa e perdi tudo, menos você - eu espero.)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

+Receita

Soverte Cookies and Cream
1 pote de 2 litros de sorvete de creme;
1pacote de cookies com gotas de chocolate;
1pacote de biscoto de chocolate sem recheio.

Deixe o sorvete fora da geladeira até amolecer um pouco. Tire do pote e coloque em uma vasilha. Com as mãos, quebre os biscoitos em pequenos pedaços e misture. Monte o pote novamente. Coloque uma camada de sorvete, espalhe uma parte de biscoito e cubra com mais uma camada de sorvete. Faça isso até encher todo o pote. Coloque de volta na geladeira até endurecer.

Dá para melhorar?

Derreta um pouco de Nutella no microondas e coloque por cima do sorvete.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Beijo mortal


- Tony você tem de dizer a ela. – ouvi alguém dizer em tom de ordem. – Não quero vê-la definhar.
Abri meus olhos lentamente ao perceber a claridade no meu quarto. Olhei a minha volta me encontrando na cama com a mesma roupa do dia anterior. A primeira coisa que vinha a minha mente era como tortura meu namorado-vizinho-barulhento pelos estardalhaços que fez durante a noite com sua guitarra estúpida, enquanto eu lia e re-lia paginas e mais paginas sobre a Revolução Francesa para a prova bombástica de história.
Minha dor de cabeça continuava ali. Pude senti-la aflorar ao tocar o chão frio me levando até a janela da onde a voz minha. Puxei as cortinas permitindo uma forte luz bater contra meu rosto.
- Ela vai nota ao olhar no espelho e não se ver Tony! Já não basta Olívia e Isabelle terem morrido daquele jeito?
O que Tony havia feito desta de tão grave, além de matar de dor de cabeça com a droga daquela guitarra?
- Porque você tinha de beijá-la Tony? – questionou a voz – Você sabia o que aconteceria ao fazer isso.
- Porque eu a amo! – bradou Tony – E porque quero tê-la para o resta da vida ao meu lado.
- Vão notar quando ela não envelhecer, quanto mais à palidez que vai apresentar ao acordar.
Do nada as vozes cessaram me fazendo dependurar na sacada à frente do meu quarto para ver quem conversava com Tony sobre esta história estranha.
- Que verdade você quer que eu conte? – questionou Tony nervoso – Que sou uma aberração da natureza? Que por amá-la a transformei nisto também?
- Agora é uma boa hora. – disse a voz – Acho que ela pode ouvi-la.
- E quer que diga o que? Lina eu te transformei em um fantasma quando te beijei ontem à noite, porque sou um também há mais de 40 anos?
Uma de minhas mãos escorregou com a minha força me fazendo inclinar contra o beiral e cair da sacana. Minha mente estava vazia. Eu não podia sentir nada e nem queria depois de ouvir as palavras amais insanas de minha vida. Eu um fantasma porque Tony me beijara? Que maluquice é essa? Nos filmes de suspense e naquela série da Sony só algumas certas pessoas podem ver os fantasmas e todas da rua, da escola e da minha família conseguiram ver Tony quando as apresentei a ele quando ele se mudou para cá um ano há trás. Ele teria me contado nesse meio tempo que tinha um certo dom, por assim dizer. Não esperaria eu cair da sacada para isso.
- Eu disse que ela poderia te ouvir Tony. – pude ouvir a voz continuar dizendo mesmo sem poder ver nada. – Ela já deve estar acordando.
Minha cabeça zunia, minha visão estava turva, mas apenas Tony estava na minha frente e minha vontade era de matá-lo, do mesmo jeito que queria assim que acordei. Só havia o problema de que ele já estava morto. Assim como eu também estava.


(Romance Assombrado)