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quarta-feira, 1 de maio de 2013

In Starbucks II

Demorei um tempo até perceber que estava sentado no chão, passando a maior vergonha, e olhar para ver quem tinha me derrubado daquele jeito.
O garoto que havia aberto a porta tão bruscamente, mau se deu ao trabalho de perceber o que tinha acontecido e continuou adentrando a loja ainda no celular. A maior grosseria aquilo.
Me levantei toda desajeitada e fui atras dele, parando a sua frente logo após ele ter sentado na mesa em que ainda havia o meu bolo e o catão. Já não estava com tanta pressa ainda de ir embora. primeiro eu gostaria de ouvir um pedido de desculpas.
ele só foi notar minha presença ali a sua frente depois de desligar o celular.
  - Você não vai retirar isso daqui? - perguntou ele apontando para o meu bolo.
 - Não! - respondi me sentindo ofendida.
 - Ok, meu bem. você já recebe um salario para fazer isso, o que mais você quer?
respirei fundo por um segundo e o encarei juntando toda a minha raiva.
 - Primeiro, eu não trabalho aqui. - respondi com um sorriso sínico - Segundo, sim tem algo que eu quero de você.
ele me olhou assustado, mas não disse nada.
 - Um simples pedido de desculpas. - completei.
 - Desculpas pelo o que? - questionou.
 - Isso é serio? - perguntei me apoiando na mesa - Jura que você nem percebeu o que aconteceu assim que abriu a porta?
 - Não. - respondeu calmamente.
 - Você me derrubou! - bradei - E ainda passou por cima de mim, como se nem estivesse ali!
O que eu estava vendo não era a reação que eu esperava. Estava rindo de mim!
 - O que é tão engraçado?
 - Você. - respondeu ainda rindo
Esperei que ele dissesse mais alguma coisa, mas tudo que ele fez foi continuar a rir.
Estava com tanta raiva com tudo que estava acontecendo, principalmente por ter sido esquecida ali com um bolo lindo decorado, que a minha reação àquelas risadas foi impensada.
Simplesmente num único movimento segurei o bolo em minhas mãos e esfreguei em seu rosto. Então ele parou de rir.
 - Não, eu não vou pedir desculpas. - disse olhando fixamente para ele.
E sai dali.

domingo, 23 de maio de 2010

Se afoga


Não acredito que acabei de fazer isso!
Tudo bem, as pessoas me chamam de louca e de coisas do gênero, mas dessa vez passei dos limites. E eu nem sei quais são os limites!
Me encostei na parede apavorada, ofegando com o coração batendo na garganta. Minhas mãos estavam encomodadas com o frio da tinta oléo, minhas pernas bambas, meus cabelos bagunçados.
Onde é que eu estava com a cabeça? Me diz porque eu tinha de entrar ali, na porta de madeira a minha frente e dizer aquilo? Onde está a mãe uma hora dessas para gritar comigo e dizer que eu sou tudo o que ela não quer como filha?
Senti um frio percorrer a minha espinha enquanto soltava todo o ar de meus pulmões ao tentar me acalmar e pensar no que fazer agora. Não podia sair daqui assim, desse jeito. Eu teria de passar por aquelas pessoas para sair e elas com certeza ririam e apontariam para mim aos cuchichos comentando o que eu fiz.
Não me orgulho disso, mas entrar gritando em um salão de festas da qual você definitivamente não foi convidada, nem informada, muito menos requisitada não é legal muito legal ainda mais quando a dona da festa te odeia profundamente.

Meu Deus o que eu tinha na cabeça?! E tentar convercer todo mundo que entrei na festa errada, não ia colar.
Respire fundo, respire fundo.
Não acredito que disse aquelas palavras. O que foi mesmo que eu disse?
Ah, sim....
"Prefiro perder a vida do que morrer!"
Coisa mais idiota para se dizer....
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Sério, não era isso que eu queria que ela gritasse no meio da festa, mas é melhor do que "E daí que ainda assisto mais ao banana de pijamas?"