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segunda-feira, 19 de julho de 2010

The last song

(Ao som de "Stay" da Miley Cyrus)
Ele havia mentido para mim o verão inteiro. Pelo menos era nisso que eu insistia em acreditar. Não tinha provas, nem nada do tipo que pudesse me fazer de fato voltar até aquele píer, onde eu sabia perfeitamente que ele estava me esperando para pedir desculpas por algo que nem tinha certeza de que tinha acontecido.
Sentei em uma duna de areia atrás de casa observando o mar. Era complicado pensar em algo, quando minha mente me interrompia me trazendo lembranças do que passamos bem ali onde estava.
Eu havia sacrificado minhas férias interias por absolutamente nada. Mas, no fundo eu havia me divertido. Havia conhecido o Aquário local, uma doca para pescar, mesmo que a ideia de ver um peixe morrer com um anzol na boca não me agradasse muito e além de tudo, ele foi o único que acreditou em mim quando me acusaram de um roubo na loja de cd's local.
E agora eu o acusava quase que injustamente de ter mentindo por uma besteira. O que havia de errado comigo? Só tinha apenas de me levantar e me arrastar até aquele píer e pedir desculpas por ser tão idiota. No final eu sabia quem estava errada nessa história toda. Era eu.
Me levantei decidida que correria até aquele píer onde nos conhecemos no dia em que cheguei e pediria desculpas, mas quando me virei em direção ao píer não consegui me mover.
Ele estava ali me observando com as mãos nos bolsos sem expressão alguma nos rosto. Respirei fundo tentando tomar coragem para dizer algo enquanto me aproximava lentamente organizando minhas ideias.
- Você tinha razão. - murmurei.
- Então porque me deixou esperando?
- Eu estava chateada e com raiva, e você foi embora antes que eu pudesse explicar.
- Está dizendo que a culpa é minha? - ele questionou
- De jeito nenhum.
- Ahã.
- Então tá. É só isso? Isso é tudo que você vai falar pra mim depois de tudo que passamos? "Ahã"?
Foi ai que ele me pegou de supresa. Em vez de responder, deu um passo a frente, e, de repente, tudo aconteceu rapidamente que nem deu para assimilar. Ele me puxou para perto, inclinou-se, beijou-me.
- Da prómixa vez que ficar brava comigo, fale sobre isso. Não me afaste. Não gosto de joguinhos. E, a propósito, eu me diverti muito.
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Ok, ele está todo baseado no livro "A última música", tanto que todo dialogo se encontra nas paginas 181-182.
Desculpe pelo tamanho.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Querido John,



Pensei em mil maneiras diferentes de começar essa carta. Tinha vontade de começar dizendo o quanto te odiava por me fazer sentir assim, sem vida, sem esperança, sem absolutamente nada por insistir em dizer ‘até logo’ mesmo que eu soubesse dentro de mim que aquilo significado um ‘adeus. Também havia um lado de mim que queria escrever que nunca amei tanto alguém como amei você, que não importar quanto tempo ficaremos sem nos ver, ele nunca vai acabar, que é loucura tentar me imaginar aqui sem você, que a minha memória vai continuar intacta com aquele momento em que nos conhecemos até o dia que for esperar você na estação quando resolver voltar.
Cheguei à conclusão que nenhuma das duas maneiras eram boas o suficiente para explicar o que há dentro de mim agora. A única coisa da qual quero que você saiba até que crie coragem de perceber que cometeu um enorme erro é que ainda sinto você ao meu lado quando olho para o mar. Que ainda me lembro perfeitamente do teu sorriso ao meu olhar com aqueles olhos risonhos.
Percebia muito custo que a culpa de tudo isso não é apenas tua. Que grande parte dessa parcela é minha, pois fui eu que gritei e surtei quando você tentou me contar viagem que ia fazer ao fim do mês e disse para você ir e nunca mais voltar.
Arrependo-me por todas as palavras que disse aquele dia. Ainda mais quando chorei e pedi para você ir e nunca mais olhar para trás e cogitar em voltar para me ver. Não havia entendido direito, só depois fui perceber que foi melhor você partir, porque se você ficasse, acabaria te sufocando com todo o meu amor.
Quero que saiba que assim que pisar naquela plataforma mais uma vez, ficarei ansiosa, roerei todas as minhas unhas esperando o trem parar e você descer trazendo contigo todo aquele sentimento que está guardado aqui.
Em mil outras maneiras pensei para terminar essa carta. Mas não encontrei uma maneira de dizer ‘até logo’, pois ainda sinto que ela soa como ‘adeus’.
Esperando-te,
Christiana.



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Escrevi esse texto depois de ler o texto Querido John no Parla come mangi ! da Jaqueline, que também é para uma promoção, onde o vencedor ganha um cruzeiro de 7 dias! Para participar clique aqui.