sábado, 3 de julho de 2010
Garoa
sonhado por: Chris às 12:30 32 medos
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segunda-feira, 28 de junho de 2010
Despedida
sonhado por: Chris às 12:05 16 medos
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quinta-feira, 17 de junho de 2010
Fame (2)
Doze horas antes: Mas eu queria o que?
Sorri para Demetria e fechei porta para que ela não pudesse me ouvir, sabendo que ela ainda grudaria o ouvido na porta para me escutar. Sentei na privada encolhendo minhas pernas finalmente apertando o botão SEND.
- Graças a Deus você atendeu esse celular, menina! – disse aquela voz estridente do outro lado da linha.
- Algum problema senhora Della Nina? – perguntei quase num sussurro – Afinal está meio tarde para me ligar.
Rezei para que ela dissesse que discou o número errado e que eu não devia ficar preocupada, pois nada de ruim aconteceu. Torci meus dedos em sinal de figa na sorte dela me mandar dormir.
- Temos um grande problema menina! – bradou ela histérica como sempre – Estamos em uma grande enrascada e você vai ter de agir conforme o plano.
O plano. Havia me esquecido completamente dele. Ainda sonhava com um dia em que Raquel Della Nina não me ligaria durante a noite me avisando que algo deu errado e que Rafael Schmidt – aquele ator lindo de morrer que fez o filme “Uma vez é para sempre” – estaria em uma grande enrascada se eu não ficasse de bico fechado e fizesse tudo direitinho como havíamos combinado meses atrás quando ele veio fazer um tipo de ‘seminário’ aqui na cidade para seu mais novo filme Loucuras da Vida. Um filme que nem fiz questão de ver, já que apareci nele sem querer.
Só que não é por causa dessa minha aparição desastrosa no filme que Raquel está me ligando à uma hora dessas, mas sim por que eu dei uma de garçonete na festa de lançamento do filme que foi aqui mesmo e por acaso esbarrei em Rafael com a minha bandeja cheia de vinho, cocas, champigne e tive de levá-lo para a cozinha para limpá-lo. Grande erro meu.
Devia ter largado ele lá no meio da festa daquele jeito e ninguém notaria. As pessoas só notam para o rosto perfeito que ele tem e nada mais, nem mesmo para a atuação dele nos grandes filmes que faz.
Mas eu queria dar uma de boa samaritana e o levei para a cozinha prometendo que limparia aquela sujeira enquanto ele dizia que ‘tudo bem não tem problema’, mesmo sabendo que se meu patrão me visse naquele instante, seria demitida. Só que não reparei quando um fotografo mal intencionado nos seguiu passando por vários outros garçons e entrou na cozinha e nos flagrando em uma cena condenatória.
Raquel havia me prometido que faria de tudo para que aquelas malditas fotos fossem apagadas e que o fotografo receberia uma boa quantia em dinheiro para ficar de bico calado e não dizer nem um pio sobre o que viu naquela noite.
Ai, eu me pergunto. O que Raquel faz me ligando à uma hora dessas depois de meses do acontecido, quando eu tinha certeza de que nenhuma foto seria publicada?
- As fotos vazaram Sara! – berrou ela me fazendo afastar o celular do ouvido – Estarão em todas as revistas de fofoca amanhã de manhã!
Minha vida se tornaria um completo inferno quando todos dessa cidade vissem aquela foto. Principalmente se Marcelo meu namorado visse aquela foto. O que eu diria a ele? Afinal eu já o namorava quando tiraram aquela foto. Eu estava ferrada. Toda ferrada. Seria motivo de cochichos pela vida toda! Tudo bem que quando aquilo aconteceu, eu não pensei direito e Rafael estava quase bêbado. Disso eu tinha certeza. Ele nem devia lembrar do meu rosto. Nem do que aconteceu.
sonhado por: Chris às 22:25 14 medos
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segunda-feira, 26 de abril de 2010
Adolescentes secretos
- Giiu, você é louca? - perguntou Hellen num sussurrou sentada na janelasonhado por: Chris às 10:08 10 medos
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sexta-feira, 23 de abril de 2010
A última vez.
Eduardo me fitava com aqueles olhos azuis segurando minhas mãos tremulas, enquanto me segurava para não chorar. Talvez ele estivesse certo ao dizer que nos tornamos pessoas diferentes do que éramos sem nos dar conta disso, mas ele não tinha razão ao dizer que eu fui a causa dele se tornar alguém insuportável, controlador, possessivo.
Ele soltou minhas mãos passando a apertar meus braços quando suspirei. Suas mãos estavam me machucando. Com um único movimento olhando para o céu ele me puxou para os degraus atrás dele, me fazendo tropeçar.
- Meu pai estava certo quando me disse para ficar longe de você. –disse ele levantando meu rosto para olha-lo – Ele tinha razão ao dizer que você me mudaria.
- A culpa não é minha! – retruquei nervosa tentando soltar meus braços.
Senti minha garganta arder, senti minha testa ser pressionada contra a dele e minhas mão tentavam empurra-lo para longe de mim.
- Você me fez perder o contrato de um hotel! – bradou ele cerrando os olhos a centímetros de mim – Me fez perder a chance de me tornar maior que meu pai!
- E isso apenas se trata disso? – questionei afastando-me – De sua briguinha com seu pai? Uma coisa que aconteceu há anos?
Desvencilhei-me dele e me virei para descer os degraus quando senti uma pressão contra mias costas me fazendo perder o equilíbrio e cair ali. Me apoiei no chão bufando de raiva. Ninguém nunca se atreveria a fazer isso comigo, eu era intocável. Olhei para os lados vendo uma pá que o jardineiro havia esquecido. Estiquei meu braço ralado até ela segurando-a firmemente.
Me levantei de vagar com raiva, ódio de Eduardo. Virei em direção à escada, vendo-o parado no patamar de costas para mim abotoando o seu terno.
Subi os degraus batendo o pé e sem pensar acertei-o com a pá na cabeça. Ofeguei quando ele pôs as mãos na cabeça que sangrava e caiu aos meus pés de olhos abertos e mãos estendidas. Soltei-a pá e abri minha bolsa pegando meu celular.
- Allison?
sonhado por: Chris às 09:30 10 medos
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quarta-feira, 14 de abril de 2010
Trilha
sonhado por: Chris às 23:50 12 medos
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sábado, 10 de abril de 2010
Acampamento de verão
Corri. Corri o mais rápido que consegui. Ainda sentia as lagrimas escorrerem quentes pelo meu rosto. Dentro de mim, eu deveria sentir vergonha por fugir de algo que não era verdade.Quin havia feito de novo. Espalhara seu veneno por toda a escola. Fez com que rissem, que cochichassem e que apontassem para mim ao verem aqueles panfletos cor-de-rosa espalhados por todo o corredor. Ela me humilhou mais uma vez.
Entrei no banheiro e me olhei no espelho. Aquela não era eu. Não costumava chorar e fugir dos problemas. Sentei-me em uma das privadas batucando os pés no chão enquanto enxugava as lagrimas com o dorso das mãos. Apenas eu sabia o que tinha acontecido no acampamento aquele verão. Eu e mais ninguém.
Fechei a porta me encolhendo sobre a privada abraçando meus joelhos. Quin estava errada, eu nunca havia dado uns amaços em Mikey na cabana de pesca durante a fogueira de historias. Funguei tentando me concentrar, querendo me lembrar exatamente daquele dia e o que tinha acontecido para não começar a acreditar no que ela escrevera nos cartazes.
Aquele era o mesmo acampamento de sempre. O mesmo de dez anos atrás. Foi nesse acampamento à beira da represa que conheci Mikey quando tínhamos oito anos, enquanto ele jogava pedras na água em cima do píer.
Sai do carro respirando fundo, carregando comigo a mesma mala amarelo berrante com compartimentos secretos para os chocolates da meia-noite. Depois de me despedir da minha carinhosa e cabeça-dura mãe, caminhei até a mesma cabana que dividia com Mikey todos esses anos.
Abri a porta encontrando tudo como tinha deixado, até mesmo o chiclete grudado ao lado da cômoda. Joguei minha mala sobre a cama e fui procurar Mikey, que já deveria ter chegado. Isso explicava a mala azul sobre a cama dele.
Indo em direção ao píer na beira da represa avistei Mikey jogando pedras, com um boné de beisebol cobrindo seus olhos sob uma franja jogada de lado.
- Azulzinho? – chamei subindo no píer – Chegou cedo. – disse enfiando minhas mãos nos bolsos da blusa ao me aproximar e ver seu rosto triste – O que aconteceu Mikey?
Ele me encarou com aqueles olhos cor de mel e me deu as costas.
- Sara, preciso te contar algo que estou escondendo desde o último acampamento. – disse ele ao se sentar atirando outra pedra. – Eu sou gay.
Não disse nada. Fiquei ali um bom tempo vendo-o jogar as pedras na água. Quando começou a entardecer e os monitores nos chamavam ele me fez prometer que não contaria a ninguém, porque ele estava apaixonado por Lucas, o zagueiro do time de futebol da escola, até então namorado de Quin. E eu não podia revelar isso agora apenas para desmentir Quin.
Levantei-me e sai do banheiro ainda com o rosto quente, com as mãos nos bolsos na blusa. Para qualquer efeito eu havia realmente ficado com Mikey na cabana de pescas na noite da fogueira de historias durante o acampamento de verão e me orgulhava disso, porque eu simplemsnete não posso parar com isso agora.
sonhado por: Chris às 12:45 10 medos
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terça-feira, 30 de março de 2010
Casa de Campo: The finished

sonhado por: Chris às 21:21 7 medos
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quinta-feira, 25 de março de 2010
Casa de campo 02
sonhado por: Chris às 12:54 16 medos
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quinta-feira, 18 de março de 2010
Diario aquático.
Acabei de dar uma escapulida do Grand Prix de Austin, aqui no Texas para não ter de enfrentar aqueles repórteres doidos de sempre que vivem me perguntando à mesma droga de sempre.
Não foi como na Seletiva Americana B, porque não quebrei nenhum grande recorde entre as Américas. Mania que as pessoas têm de ficar separando as coisas. Mas não estou ligando muito para isso não.
Na verdade eu nem gosto disso que faço, sabe nadar e toda essa pressão para ganhar sempre. Que ninguém me ouça dizendo isso, mas se pudesse não teria participado do Open em São Paulo para não ter de pagar o mico de colocar aqueles supermaiôs. Só que eu não quero ouvir Brett Hawke gritar mais uma vez no meu ouvido com aquele sotaque caipira enquanto cospe como eu deveria esticar mais os braços, respirar menos e mergulhar mais fundo e rápido ao pular da plataforma.
A única coisa boa que me aconteceu nessa competição de meia tigela foi ter ficado na frente aquele enjoado do Garrett Weber-Gale, que chegou quase uma década depois de mim e do problemático Matthew Grevers que eu ainda acho que está dentro da piscina procurando o lado da largada.
Uma vez nessa vida eu queria perder uma dessas competições chatas onde nunca tem música descente tocando e frango com polenta. Só que se isso acontecesse a Arena e a TNT retirariam o patrocínio e bay bay piscina e bebida de graça forever.
Hoje me dei conta que havia esquecido aquele maiô esquisito que o Gustavo Borges me deu uns anos atrás. Como é que eu tive a capacidade de guardar aquilo por tanto tempo? Meu, aquele negócio foi usado por ele, e não tem mais utilidade alguma, será que ele esperava que eu a emoldurasse ou coisa assim? Acho que vou jogar no lixo, ou doar para os pobres. Não tem fundamento continuar guarando aquele treco.
Mais um dia chato dentro de piscinas com fungos e micoses na vida de Cesão.
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Aí que pecado! Eu amo o Cesar Cielo e me doeu o coração tirar uma com a cara dele ao escrever esse 'diario ao contrario'.
sonhado por: Chris às 21:30 15 medos
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sábado, 13 de março de 2010
Emboscada
- Preciso muito de sua ajuda. - falou ele - Algo deu errado e não tenho como sair. - murmurou do outro lado da linha.
sonhado por: Chris às 12:48 14 medos
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sábado, 6 de fevereiro de 2010
Breve final
sonhado por: Chris às 00:32 10 medos
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Eu te amo não é bom-dia!
sonhado por: Chris às 17:11 7 medos
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Borboletas no estomago
Foi estranho. Creio que do jeito que me conheço, não deixaria isso acontecer tão cedo. Mas alguém consegue segurar seus sentimentos? É, eu sei que não.

sonhado por: Chris às 14:29 4 medos
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terça-feira, 27 de outubro de 2009
"Que irá acontecer?"

sonhado por: Chris às 23:36 6 medos
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domingo, 20 de setembro de 2009
Tio Marcos
sonhado por: Chris às 17:40 4 medos
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quarta-feira, 16 de setembro de 2009
It presses play
sonhado por: Chris às 16:30 2 medos
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sábado, 12 de setembro de 2009
Brasil x Argentina
O sol ainda nem tinha aparecido quando cheguei a frente do ginásio naquela gélida manhã de domingo. Toda encapotada em um moletom qualquer, com meu Ipod no ouvido entrei na quadra de vôlei onde encontrei mais onze garotas sentadas na arquibancada papeando e fazendo os exercícios diários. Joguei minha bolsa de treino na frente da arquibancada colocando a touca da blusa na cabeça. Seria mais um lindo dia de treinos chatos aos berros de um portunhol horroroso do técnico.
- Bruna! – berrou o técnico no meio da quadra quando dei as costas a ela – Mi santo ‘deu’ Bruna, ès lá quinta veze que tu llega atrasada essa semana.
- E? – perguntei sarcasticamente retirando os fones do ouvido.
- I? – questionei batendo a prancheta na perna – No me vengas com i. Tu sabes que solo pueden começar lo juego com todas las ninas.
Bufei colocando as mãos na cintura tentando não ouvir nada que ele falava. Pude ouvir a cima de mim alguns bochicos e risadinhas falsas quando o técnico voltou a falar. Me virei para ver quem era. Só podia ser ele, Marina dos Angeles, a poia argentina que se mudou para cá uns 3 anos atrás trazendo consigo uma cabeleira oxigenada lisa e uma magreza absurda. Ela acenou pra mim falsamente quando a encarei morrendo de vontade de torcer aquele pescoço matusquelo. Me sentei no primeiro degrau da arquibancada olhando para minha mãos enquanto o técnico cuspia tentando falar.
- Entendes Bruna? – perguntou ele ao final.
- Si. – respondi retirando a touca da cabeça.
Retirei o moletom ali mesmo, tendo de ficar com aquele uniforme ridículo de ‘jogadora feliz da vida de vôlei’. Me arrastei para o centro da quadra onde dois times já haviam se formado, ouvindo técnico gritar sobre minha lerdeza. Posicionei-me no meio como de costume quando me empurraram me fazendo cair em cima da garota ao meu lado. Olhei dos pés a cabeça aquela fuleirinha que estava balangando no meu lugar. Respirei fundo pensando em mil maneiras de tosquiar aqueles fios loiros oxigenados. Empurrei-a quando passei por ela, fazendo-a dar de cara com a rede enquanto gritava.
Fiz um sinal de ‘vem pra cima’ quando ela me encarou bufando nervosa. Ela correu até mim com as mãos em forma de garras prestes a grudar nos meus cabelos. Segurei suas mãos antes que ela encostasse em mim, sentindo o joelho dela na minha barriga e uma dor aparecendo. Soltei-a abraçando minha barriga de dor vendo ela se virar jogando cabelo para trás. Gritei de raiva pulando em cima dela. Nós duas nos estabacamos batendo uma na outra sem dó.
- Su brasileña loca! – berrou ela cuspindo na minha cara.
- Parem! – gritou o técnico
- Como eu tenho orgulho de ser brasileira. – bradei virando uma em seu rosto – Orgulho de surrar vocês argentinos!
Senti duas mãos envolverem minha cintura me puxando para longe de Marina e outras duas garotas levantando-a bem descabelada. Tentei inutilmente me soltar das mãos que me seguravam.
- Ustedes piensan lo que? – questionou o técnico entrando no nosso meio – Que esto és um ringue de lucha?
As mãos me soltaram e eu pude me arrumar suspirando de raiva. O técnico me dera às costas voltando-se para marina, sua ‘querida’ filha, que fazia cara de choro. Dei às costas para todas as garotas colocando minha bolsa no outro e pondo os fones de volta no ouvido.
- Vuelve ya aquí Bruna! – mandou o técnico.
- Deja essa doida ir. – disse Marina.
Parei. Olhei para o chão com a maior vontade voltar lá e bater novamente nela. Virei-me de vagar para ela. Mostrei o dedo do meio para ela fazendo careta. Continuei andando para a saída.
- Morfética oxigenada. – sussurrei passando pelo portão de entrada.
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Sei que esse não foi um bom de exemplo de como se pode ter orgulho de ser brasileira, mas foi a única coisa 'descente' que pensei.
sonhado por: Chris às 21:59 8 medos
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sábado, 29 de agosto de 2009
Rosa da primavera
A noite finalmente chegou e meu desespero aumentava gradativamente conforme os ponteiros do relógio pareciam andar mais rápido em um complô contra mim. Definitivamente eu não estava preparada para escutar minha mãe gritar feito louca desvairada que "ele" havia chegado e que eu, pobre coitada, estava horrorosa com o cabelo desgrenhado, sem maquiagem e apavorada com o simples fato de que meu vestido acetinado godê com milhares de tules dando volume (sem contar que não tinha alça) não estava fechando justo hoje! Onde eu tinha uma grande chance de receber o meu primeiro beijo, acredite se quiser, aos 17 anos, de um garoto ultra-mega-power fofo e lindo chamado Lucas, em um baile de primavera do colégio.
Passei a semana toda em transe, parecendo uma bocó. Quero dizer, a ficha ainda não havia caído por completo e parecia que nunca ia cair. Fiquei a tarde toda relembrando daquele momento estranho, onde ele parou na frente da minha mesa de estudo na biblioteca e ficou remexendo nos meus livros para me chamar a atenção e assim que olhei, o cara mais lindo de toda a escola, que havia terminado um namora com a líder de torcidas no começo da semana me encarou com aqueles olhos azuis de morrer me convidando para ir ao baile do final de semana. O que mais me deixou assustada não foi o fato de ele chamar a garota mais invisível do colégio para o acompanhar no baile, mas sim dizer o nome dela, ou seja, ele sabia o meu nome!
Nunca pensei que isso fosse acontecer. Quer dizer, logo eu? Eu que nunca olhei diretamente para ele, que sempre desviei o caminho quando via ele vindo pelo mesmo caminho, que prendia a respiração quando ele estava na frente do meu armário me dando a chance de falar com ele uma ou duas vezes, para pedir licença, que pelo amor de Deus, não chega aos pés de qualquer uma nesse colégio no quesito "beleza ou interessante".
Desci as escadas receosa quando minha mãe me chamou, prendendo o ar para o vestido não abrir, tendo quase um ataque quando o vi no patamar da escada de costas segurando uma rosa vermelha na mão como se fosse deixá-la cair. Ao chegar ao patamar ele se virou fazendo meu sorriso sumir do rosto por completo.
- O que você está fazendo aqui Fê? - questionei nervosa
Eu esperando meu príncipe encantado e quem me aparece é meu melhor amigo.
- Tô te salvando de uma humilhação pública. - murmurou ele de olho na minha mãe que se afastava
- Do que você está falando? - perguntei agarrando seu braço
- O Lucas - começou ele bufando - , não irá com você ao baile esta noite, ele...
- O quê?! - exclamei estupefata
-Ele irá com Samanta Brookwood como todo mundo esperava. - respondeu ele - Eles voltaram há mais ou menos meia hora.
Senti meu mundo desabar enquanto me sentava na escada incrédula pelo o que acontecera. O que eu queria? Uma garota como eu nunca conseguiria sair com uma cara feito Lucas Stepheng, ou com alguém de sua laia. Agora eu poderia respirar sem medo do vestido se abrir, poderia desarrumar meu cabelo que ninguém o veria.
- É uma verdadeira pena você desarrumar seu cabelo. - disse Fê ajoelhando a minha frente - Porque eu gostaria muito de te levar ao baile. - completou me entregando a rosa.
sonhado por: Chris às 14:13 5 medos
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Herói pra todas as horas.
Se sofri muito, não lembro. Só seu que depois que minha irmã nasceu fui deixada de lado. Coitada de mim que só tinha 2 anos na época. Mas se você quer saber, por alguma coisa que não sei dizer, sempre fui mais protegida do que a minha maninha.
Até hoje penso em querer ser igual a ele, principalmente na cozinha. Nunca vi um homem cozinhar tão bem! Os bolos e as tortas que esse cara faz são mil vezes melhores que da minha mãe. E a memória dele! Ele sabe de cada coisinha que aconteceu com cada um nessa minha casa.
Eu nunca que iria querer um pai melhor pra mim. Também tem o detalhe que ele torce para aquele time que é campeão do mundo 3 vezes, tem 6 brasileiros e outros 3 libertadores e que por acaso é o meu time do coração. Nunca vi um cara tão trabalhador na vida. Ele já se demitiu de alguns empregos só para melhorar as coisas pra nós. Ama novela mais do que qualquer mulher que conheço. E melhor parar de falar dele se não vão achar que é puxa-saquismo só porque domingo é um outro dia especial para ele.
Mesmo querendo enforcá-lo de vez enquando eu gosto pra caramba dele e racho de rir quando ele me chama de "pituquinha" na frente dos meus amigos e faz cafune bagunçando meu cabelo.
Afinal, pai é pai.
sonhado por: Chris às 19:48 4 medos
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